Noruega: o azarão que eliminou o Brasil em Copa com pior ranking
Noruega, 31ª no ranking da Fifa, elimina Brasil nas oitavas da Copa 2026. Pior desempenho brasileiro em Copas desde 1990. Estatísticas e análise da campanha.

A eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 para a Noruega, neste domingo (5), em uma partida que terminou em 2 a 1, carrega um peso histórico e estatístico significativo. A Noruega se tornou a adversária com a pior colocação no ranking da Fifa a despachar a seleção brasileira em uma Copa do Mundo, desde que o sistema de classificação foi implementado em 1992. A equipe europeia ocupava a 31ª posição no ranking mundial em junho, enquanto o Brasil figurava em sexto, uma diferença de 25 posições.
## Histórico de Eliminações e Rankings
Este revés nas oitavas de final é o pior desempenho do Brasil em fases eliminatórias de Copas desde 1990, quando a seleção foi superada pela Argentina nas oitavas. Nas duas edições anteriores do torneio, o Brasil caiu nas quartas de final, em 2022 contra a Croácia e em 2018 contra a Bélgica. A maior disparidade de ranking em jogos eliminatórios anteriores ocorreu na final de 1998, contra a França. Naquela ocasião, o Brasil liderava o ranking mundial, e a França estava em 18º lugar.
A campanha de 2026, apesar de ter uma fase de 32 equipes, culminou em uma eliminação precoce para um adversário teoricamente inferior, segundo os critérios da Fifa. A última vez que o Brasil não alcançou as quartas de final foi em 1990. A melhor performance da seleção desde o pentacampeonato de 2002 foi em 2014, quando chegou à semifinal, mas foi derrotada pela Alemanha por 7 a 1. Naquele torneio, a Alemanha ocupava a segunda posição no ranking, e o Brasil a terceira.
## Campanha Brasileira em 2026
A trajetória brasileira na Copa de 2026, que se encerrou com a derrota para a Noruega, começou com um confronto desafiador contra Marrocos. A equipe africana, quarta colocada na Copa do Qatar e sétima no ranking da Fifa antes do mundial, exigiu uma virada do Brasil, que empatou a partida com gol de Vinicius Junior. O jogo contra Marrocos foi o que a seleção brasileira registrou maior número de desarmes bem-sucedidos, com 13 de 23 tentativas, recuperando a posse de bola em 57% das vezes. No entanto, a partida também foi marcada por 16 faltas cometidas pela equipe brasileira.
O confronto contra o Haiti, segundo colocado do grupo, apresentou a maior diferença de posições no ranking da Fifa para o Brasil, com 77 posições de vantagem. Neste jogo, a seleção brasileira atingiu seu maior percentual de finalizações certas, com cinco gols em oito chutes (63%). Em contrapartida, a média de aproveitamento em dribles do Brasil até a fase de grupos foi a pior entre todas as seleções participantes do torneio.
## Análise Tática e Estatísticas Finais
O jogo contra a Escócia, 42ª no ranking, foi onde o Brasil obteve seu melhor desempenho em dribles, com 11 sucessos em 17 tentativas (65%). Já nas oitavas de final, contra o Japão (18º no ranking), a seleção asiática adotou uma postura defensiva, resultando em um jogo de troca intensa de passes no meio de campo. A partida contra os japoneses foi a que o Brasil mais trocou passes, totalizando 682, com 625 acertos (92%).
Diante da Noruega, o Brasil demonstrou sua menor posse de bola na competição, com apenas 34% (anteriormente 46% contra a Escócia), e realizou apenas 329 passes, menos da metade dos 680 da equipe norueguesa. A falta de poder ofensivo foi decisiva: a Noruega, com menos finalizações (9 contra 14 do Brasil), foi mais precisa (5 no gol, 55% de aproveitamento). O Brasil acertou apenas 4 chutes no gol (28% de precisão), incluindo um pênalti perdido e uma chance clara de Endrick. A seleção brasileira encerrou sua participação com três vitórias, um empate e uma derrota, marcando dez gols e sofrendo quatro. Vini Jr. foi o artilheiro com quatro gols, seguido por Matheus Cunha com três.