Milei ignora final da Copa do Mundo por superstição

Javier Milei, presidente da Argentina, recusa convite para assistir final da Copa do Mundo por superstição, optando por acompanhar jogo de Olivos.

Milei ignora final da Copa do Mundo por superstição

Javier Milei, presidente da Argentina, anunciou nesta quinta-feira (16) que não viajará aos Estados Unidos para assistir à final da Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá no próximo domingo (19), com a participação da seleção argentina contra a Espanha. A decisão, segundo a agência EFE, baseia-se em uma forte crença supersticiosa do líder argentino, que prefere acompanhar os jogos da sua seleção de Olivos.

## Superstição e Alianças

A ausência de Milei na partida decisiva ganha destaque pela confirmação de presença de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos e aliado político de Milei, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, já indicou que Trump será responsável pela entrega do troféu ao capitão da equipe vencedora, seguindo um protocolo já estabelecido em eventos anteriores.

Milei, um dos principais expoentes da direita na América Latina e próximo a Trump, justificou sua decisão em entrevista ao jornal El Observador. Ele declarou que assistirá ao jogo no cinema de Olivos, acompanhado de sua irmã, mantendo um ritual que ele acredita ter sido fundamental para o sucesso da seleção argentina em sua campanha. "De jeito nenhum. Assisto aos jogos de Olivos, assim como no primeiro dia. É uma superstição; assisto aos jogos no cinema de Olivos com a minha irmã", afirmou o presidente.

## Tradição e Declarações

Essa postura de Milei ecoa a de ex-presidentes argentinos, como Alberto Fernández e Cristina Kirchner, que também optaram por não comparecer presencialmente às finais das Copas de 2014 e 2022, nas quais a Argentina também disputou o título.

Por outro lado, Milei ofereceu a Casa Rosada para possíveis comemorações caso a seleção argentina conquiste o título. Contudo, ele ressaltou a importância de não instrumentalizar a vitória como um ato político, afirmando que seria "desprezível" tentar capitalizar a conquista para fins políticos, pois o título pertence aos jogadores e ao povo argentino.

O presidente também se manifestou publicamente em defesa da atitude dos jogadores argentinos que exibiram uma faixa com a mensagem "As Malvinas são argentinas" ao final da semifinal contra a Inglaterra. Essa manifestação pode acarretar sanções da FIFA à seleção sul-americana.