Mbappé quebra recorde de gols em Copas; torneio gera bilhões e impacta fãs
Kylian Mbappé se torna o maior artilheiro da história das Copas com 22 gols. Paralelamente, a Copa do Mundo se consolida como um evento financeiramente lucrativo para a Fifa, mas representa um desafio econômico para os torcedores.

## Mbappé se consagra como maior artilheiro
O atacante francês Kylian Mbappé alcançou um feito histórico ao se tornar o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Com duas bolas na rede na disputa pelo terceiro lugar, o jogador chegou a 22 gols, ultrapassando Lionel Messi, que marcou 21. Mbappé, aos 27 anos, atingiu essa marca em sua terceira participação no torneio, somando 10 gols na edição mais recente, dois a mais que Messi. O recorde anterior pertencia ao alemão Miroslav Klose, com 16 gols.
Embora celebrar o recorde seja um marco em sua carreira, Mbappé expressou que preferia estar disputando a final. "Eu teria preferido não ser o maior artilheiro de todos os tempos e estar jogando a partida de amanhã (domingo)", declarou o atacante, destacando a importância de ajudar sua equipe a vencer. O jogador, que já marcou quatro gols em 2018 e oito em 2022, esteve presente nas finais das duas edições anteriores, com a França saindo vitoriosa em uma delas.
## A face econômica da Copa: lucros e desafios
A Copa do Mundo, cada vez maior com mais países e partidas, gera bilhões de dólares em receita, consolidando a Fifa como a principal beneficiada. Para o torneio no Catar, a entidade arrecadou US$ 7,6 bilhões (R$ 38 bilhões), e projeta superar esse valor na edição de 2026, que expandirá para 48 seleções. Especialistas estimam que a Fifa possa alcançar receitas de até US$ 13 bilhões (R$ 66 bilhões) ao longo de um ciclo de quatro anos, provenientes de direitos de transmissão, patrocínios, licenciamento e venda de ingressos. A expansão para 64 equipes, considerando países como China e Índia, é uma possibilidade futura.
No entanto, a experiência financeira para os torcedores foi desafiadora. Os altos preços dos ingressos, impulsionados por estratégias de precificação dinâmica da Fifa, e os custos elevados de voos, alimentação e hospedagem foram amplamente criticados. Houve relatos de ingressos para a final custando mais de US$ 2 milhões (R$ 10,2 milhões) em revenda e aumentos drásticos em passagens de trem para acesso ao estádio. A introdução de pausas para hidratação, embora apresentada como medida esportiva, também abriu novas oportunidades comerciais para emissoras e patrocinadores, gerando potencial de receita adicional significativa. As emissoras, que investiram centenas de milhões de dólares pelos direitos de transmissão, também esperam lucrar com a venda de espaços publicitários em meio a altos índices de audiência.