Jade Picon leva bola em jogo da Copa; torcida do Barça seca Espanha
Jade Picon leva bola em jogo da Copa; torcedores do Barcelona boicotam Espanha na final por motivos políticos. Saiba mais sobre a importância do 3º lugar e recordes do torneio.

A Copa do Mundo de 2026, que está ocorrendo em Miami, nos Estados Unidos, foi palco de dois desdobramentos curiosos nesta sexta-feira (18) e sábado (19). A influenciadora e ex-BBB Jade Picon foi vista levando a bola oficial para o gramado da partida entre França e Inglaterra, disputada pelo terceiro lugar do torneio. A presença de Picon com a Trionda, bola desenvolvida pela Adidas – marca da qual ela é embaixadora –, gerou surpresa entre os internautas.
A disputa pelo terceiro lugar na Copa do Mundo, embora por vezes vista como um jogo de consolação, ainda carrega significância. A partida entre França e Inglaterra, que ocorreu no sábado (18), distribuiu premiações financeiras expressivas: US$ 29 milhões para o terceiro colocado e US$ 27 milhões para o quarto. Além disso, a disputa pelo bronze já foi decisiva para a definição da Chuteira de Ouro em quatro edições passadas do torneio.
O jogo pelo terceiro lugar também ostenta recordes históricos. Em 1958, o francês Just Fontaine marcou quatro gols contra a Alemanha Ocidental, totalizando 13 gols naquela edição, recorde que permanece até hoje. Em 2002, Hakan Şükür, da Turquia, anotou o gol mais rápido da história das Copas, com apenas 11 segundos de partida contra a Coreia do Sul. Desde 1974, a maioria das disputas pelo terceiro lugar apresentou placares com pelo menos quatro gols, indicando jogos mais abertos e ofensivos.
## Crise Política e Futebol
Enquanto o terceiro lugar era disputado, a final da Copa do Mundo de 2026, marcada para domingo (19), entre Espanha e Argentina, também gerou controvérsia. Torcedores do Barcelona, especialmente aqueles ligados ao movimento pró-independência da Catalunha, anunciaram que não apoiarão a seleção espanhola. A página "Barça i Ciutadania", que representa esses torcedores, argumenta que o futebol é uma ferramenta política e que apoiar a Espanha seria compactuar com o Estado que, segundo eles, oprime a Catalunha.
O grupo considera o futebol como um elemento de coesão de massas explorado pelo governo espanhol para apagar outras identidades regionais. Eles veem o Barcelona como um símbolo histórico do catalanismo, capaz de mobilizar jovens e fortalecer o sentimento de pertencimento à Catalunha. A página questiona a coerência em desejar a vitória de uma seleção que representa um "Estado opressor" e defende que o clube catalão deve servir de plataforma para a afirmação da identidade e língua catalãs, especialmente para as novas gerações de torcedores.
A discussão sobre a politização do esporte se estende, com torcedores argumentando que figuras como Johan Cruyff, ícone do Barcelona, apoiaram o movimento catalão mesmo em tempos de repressão. O caso de Oleguer Presas, ex-jogador do Barcelona que se recusou a representar a seleção espanhola por motivos políticos, também é lembrado como um precedente.