Itália se consolida como algoz do Brasil no vôlei feminino
Itália tem se tornado um adversário difícil para o Brasil em decisões recentes de vôlei feminino, com vitórias em finais da VNL e Mundial, mas seleção brasileira busca revanche na semifinal deste sábado.

A Seleção Brasileira Feminina de Vôlei enfrenta a Itália neste sábado (25) em um confronto que se tornou um dos mais tensos do cenário internacional. Adversária na semifinal da Liga das Nações (VNL), a Itália emergiu como um verdadeiro algoz para as brasileiras em partidas decisivas nos últimos anos. O retrospecto recente mostra um domínio italiano em momentos cruciais, alimentando a expectativa por uma revanche brasileira.
## Histórico de Decisões
A última final da VNL, em julho de 2025, foi um exemplo claro dessa rivalidade. O Brasil chegou a liderar o placar em 1 a 0, mas a Itália demonstrou resiliência e virou o jogo para 3 a 1, conquistando o título em Lodz, na Polônia. Na ocasião, a performance ofensiva de Myriam Sylla e Antropova, com 16 e 17 pontos respectivamente, foi fundamental para a vitória italiana, enquanto a capitã brasileira Gabi Guimarães somou dez pontos. Este foi o terceiro título da Itália na competição, que também venceu as edições de 2024 e 2022.
O embate entre as duas potências não se limitou à Liga das Nações. Na semifinal do Mundial de 2025, disputado em Bangkok, na Tailândia, a Itália novamente prevaleceu, vencendo um jogo acirrado por 3 a 2. O terceiro set chegou a ter uma parcial de 30 a 28, evidenciando a disputa intensa. Apesar da derrota, o Brasil garantiu a medalha de bronze ao vencer o Japão, enquanto a Itália sagrou-se bicampeã mundial ao derrotar a Turquia na final, consolidando um ciclo de vitórias que incluiu o ouro olímpico em Paris 2024.
## Busca por Título Inédito e Último Confronto
O Brasil almeja conquistar seu primeiro título da Liga das Nações, tendo acumulado quatro vice-campeonatos em quatro finais disputadas. Em 2022, a seleção brasileira já havia sido superada pela Itália na decisão, com um placar de 3 a 0, impulsionada pela atuação de Paola Egonu. Este resultado marcou o primeiro título europeu na competição.
No entanto, a atual edição da VNL trouxe um resultado diferente. Ainda na primeira semana, o Brasil conseguiu impor uma derrota à Itália por 3 a 2, em Brasília. O placar (25/15, 25/22, 22/25, 26/24 e 15/12) encerrou uma sequência invicta de 39 jogos das italianas. A fase de grupos terminou com a Itália em segundo e o Brasil em terceiro. Nas quartas de final, ambas as equipes avançaram: o Brasil superou o Japão por 3 a 1, e a Itália venceu a Holanda por 3 a 0. O confronto deste sábado, valendo vaga na final, representa uma nova oportunidade para o Brasil quebrar o retrospecto negativo contra a equipe italiana.