Irã celebra vitória da Espanha na Copa e vê simbolismo contra EUA e Israel
Irã celebra vitória da Espanha na Copa do Mundo 2026, vendo no resultado um alento para opositores de EUA e Israel e criticando o tratamento recebido durante o torneio.

As autoridades iranianas expressaram celebração pela conquista da Copa do Mundo de 2026 pela Espanha, interpretando o triunfo como um sinal de alegria para aqueles que se opõem a Israel e aos Estados Unidos. A vitória espanhola foi vista como um reflexo do apoio à causa palestina, com jogadores e o governo espanhol condenando a ofensiva israelense em Gaza e criticando a guerra no Irã.
## Simbolismo Político na Conquista
Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, destacou que a defesa do povo palestino pelos jogadores e o apoio da Espanha ao Irã evidenciaram "liberdade e firmeza". Segundo ele, a vitória espanhola "não apenas alegrou os corações do povo espanhol, mas também os de inúmeras nações livres, independentes e amantes da justiça em todo o mundo". O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, qualificou a posição da Espanha contra a "agressão, o genocídio e a opressão" como "valiosa".
## Críticas ao Tratamento nos Estados Unidos
Apesar da celebração, a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, foi marcada por alegações de limitações e tratamento "injusto e antidesportivo" por parte dos organizadores. A federação de futebol iraniana manifestou insatisfação com as condições impostas, que incluíram a necessidade de transferir a base da seleção do Arizona para Tijuana, no México. A seleção iraniana só podia entrar em território americano na véspera de cada jogo e precisava retornar ao México logo após as partidas, embora essa regra tenha sido posteriormente flexibilizada.
## Repercussão Internacional
Enquanto autoridades iranianas e internautas de diversos países celebravam a vitória da Espanha, líderes e torcedores israelenses demonstraram apoio à Argentina. O presidente argentino, Javier Milei, é conhecido por seu forte posicionamento em defesa de Israel, o que gerou uma polarização de simpatias no contexto da final da Copa do Mundo.