Inglaterra vence França em jogo histórico com 10 gols
Inglaterra vence França por 6 a 4 em jogo histórico pelo 3º lugar da Copa de 2026. Partida entra no top-5 de jogos com mais gols e quebra recordes para ambas as seleções.

A partida de disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026, realizada em Miami, entre Inglaterra e França, terminou com um placar elástico de 6 a 4 para os ingleses. O resultado não apenas garantiu à Inglaterra sua inédita medalha de bronze em Mundiais, mas também inseriu o confronto no seleto grupo dos cinco jogos com mais gols na história da competição, totalizando dez tentos. Este foi o jogo mais movimentado em Copas do Mundo em 44 anos.
## Recordes e Posições Históricas
O placar de 10 gols igualou o quinto maior agregado da história dos torneios, dividindo a posição com a partida de 1958 em que a França venceu o Paraguai por 7 a 3. O recorde absoluto de gols em uma única partida de Copa pertence ao duelo de 1954 entre Áustria e Suíça, que terminou em 7 a 5, com um total de 12 gols. Outras três partidas registraram 11 gols.
A partida também se tornou a disputa de terceiro lugar mais goleadora da história. O recorde anterior era da própria França, que venceu a Alemanha Ocidental por 6 a 3 em 1958. Nenhum outro jogo pelo bronze havia chegado a dez gols.
## Desempenho das Seleções
A Inglaterra construiu uma vantagem considerável ao abrir 4 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Declan Rice, Ezri Konsa e Bukayo Saka (duas vezes). A França demonstrou reação no segundo tempo, chegando a diminuir a diferença para 4 a 3 e acirrando o confronto, mas os ingleses selaram a vitória. A marca de seis gols marcados pela Inglaterra igualou seu recorde ofensivo em uma partida de Copa, estabelecido anteriormente no 6 a 1 contra o Panamá em 2018.
Por outro lado, a França acumulou recordes negativos. Pela primeira vez em uma Copa do Mundo ou Eurocopa, a equipe sofreu quatro gols ainda na primeira etapa. Além disso, os seis gols sofridos representam a pior marca defensiva da história da França em Mundiais, superando os cinco gols sofridos na derrota para o Brasil em 1958. A despedida do técnico Didier Deschamps, após 14 anos, foi marcada por esse contraste entre a reação tardia da equipe e os recordes defensivos negativos.