Infantino: Crescimento de seguidores na Copa em meio a polêmicas

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, ganhou quase 1 milhão de seguidores no Instagram durante a Copa do Mundo de 2026, apesar das críticas por seu alinhamento com Donald Trump e outros episódios polêmicos durante o torneio.

Infantino: Crescimento de seguidores na Copa em meio a polêmicas

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, registrou um expressivo aumento de seguidores em seu perfil no Instagram durante a realização da Copa do Mundo de 2026. Entre a abertura do torneio, em 11 de junho, e a última sexta-feira, 16 de julho, o dirigente acumulou 973.208 novos seguidores, elevando seu número total de 4.344.927 para 5.318.135. Esse crescimento, que representa um aumento de 22,4%, ocorreu sem picos de popularidade isolados, conforme levantamento da agência Bites.

## Críticas e Próximidade com Trump

O período de ascensão de seguidores coincidiu com um momento de intensas críticas e questionamentos sobre a relação de Infantino com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A aproximação entre os dois líderes não é recente. Em novembro de 2025, Infantino descreveu Trump como um "amigo muito próximo" em um evento em Miami e defendeu publicamente sua agenda política. Em fevereiro de 2026, participou da inauguração de uma iniciativa ligada a Trump e chegou a usar um boné com o slogan "Make America Great Again" (MAGA).

## Episódios Polêmicos Durante o Mundial

A Copa do Mundo foi palco de diversas controvérsias que envolveram Infantino e a organização do evento. Uma das primeiras polêmicas foi a negativa de entrada do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan nos Estados Unidos, o que o retirou da competição. A Fifa declarou que não interfere em processos migratórios dos países-sede.

Em junho, Infantino visitou o vestiário da seleção iraniana após um empate, onde o técnico reclamou das restrições impostas à delegação. Posteriormente, o presidente da Fifa viralizou por aparentemente torcer pela Argentina contra Cabo Verde, gerando memes. Outro caso que ganhou repercussão internacional foi a revelação de que Donald Trump telefonou a Infantino para pedir a revisão da suspensão do atacante Folarin Balogun. Embora Infantino tenha afirmado que a decisão caberia aos órgãos judiciais da entidade, o episódio gerou críticas de federações europeias e ampliou o desgaste com dirigentes do futebol da Europa. A ONG britânica FairSquare também apresentou uma representação contra Infantino ao COI, acusando-o de violar regras de neutralidade política por seu alinhamento com Trump.

Ao longo do torneio, Infantino manteve uma agenda ativa nas redes sociais, publicando sobre partidas e encontros. Ele também informou ter percorrido mais de 500 mil km entre Estados Unidos, México e Canadá para acompanhar jogos e compromissos oficiais.