Finais da Copa do Mundo decididas no limite: Prorrogação e Pênaltis
Oito finais de Copa do Mundo foram decididas na prorrogação e três nos pênaltis, momentos de pura tensão que definiram campeões mundiais.

A história das Copas do Mundo é recheada de momentos épicos, e as finais decididas no limite do tempo regulamentar ou através da tensão dos pênaltis ocupam um lugar especial no imaginário dos torcedores. Ao longo das 22 edições disputadas até 2022, oito finais necessitaram de prorrogação para coroar o campeão, e três delas se estenderam até a dramática disputa por pênaltis.
## Decisões em Tempo Extra
A primeira vez que uma final de Copa do Mundo precisou ir além dos 90 minutos foi em 1934, na Itália. Os anfitriões superaram a Tchecoslováquia por 2 a 1 na prorrogação, garantindo seu primeiro título mundial. O tempo extra se tornou palco de outros confrontos memoráveis, como a vitória da Inglaterra sobre a Alemanha Ocidental em 1966, marcada por um gol controverso, e o triunfo argentino contra a Holanda em 1978.
## A Tensão dos Pênaltis
A disputa por pênaltis, considerada por muitos o ápice da tensão no futebol, fez sua estreia em finais de Copa do Mundo apenas em 1994. Na ocasião, Brasil e Itália protagonizaram um embate sem gols, que terminou com o Brasil conquistando o tetracampeonato após um erro italiano. Desde então, outras duas decisões foram resolvidas nas penalidades: em 2006, a Itália levou a melhor sobre a França; e em 2022, Argentina e França protagonizaram uma das finais mais emocionantes da história, com a Argentina saindo vitoriosa após um empate eletrizante.
Ao todo, oito decisões foram resolvidas na prorrogação, sendo que três delas culminaram na disputa por pênaltis. Esses confrontos, marcados pela imprevisibilidade e pelo nervosismo, solidificaram seu lugar na história do futebol mundial, demonstrando como a glória pode ser decidida nos mínimos detalhes.