Fifa investiga confusão após final da Copa; Uefa critica entidade
Fifa investiga briga em campo após final da Copa entre Espanha e Argentina. Presidente da Uefa boicota decisão em protesto contra a entidade.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) abriu um processo disciplinar para investigar os incidentes ocorridos após a final da Copa do Mundo, em que a Espanha sagrou-se campeã ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação. A entidade máxima do futebol nomeou um promotor disciplinar e de ética para apurar as possíveis violações ao código da Fifa, após confrontos físicos e discussões entre jogadores de ambas as seleções no gramado do MetLife Stadium, em Nova Jersey.
## Tumulto em Campo e Expulsões
As tensões escalaram no apito final, quando o meio-campista argentino Leandro Paredes derrubou o espanhol Gavi, desencadeando uma briga generalizada. Jogadores como Borja Iglesias, Eric García e Rodri também se envolveram na confusão. A Argentina já atuava com um jogador a menos desde os minutos finais do segundo tempo, quando Enzo Fernández foi expulso após receber o segundo cartão amarelo por uma entrada dura no zagueiro espanhol Pau Cubarsí. O técnico argentino Lionel Scaloni e membros da comissão técnica tentaram apaziguar os ânimos. A Fifa não informou um prazo para a conclusão da investigação, que também analisará o comportamento da delegação argentina durante a cerimônia de premiação, com relatos de jogadores que viraram as costas durante a entrega do troféu.
## Críticas à Fifa e Ausência na Final
Em meio à polêmica, o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, não compareceu à final da Copa do Mundo, em um ato de protesto contra diversas decisões da Fifa durante o torneio. Segundo o site britânico BBC, a ausência de Ceferin foi motivada, entre outros fatores, pela anulação da suspensão do atacante americano Folarin Balogun, que havia recebido cartão vermelho. A Uefa classificou a decisão como "sem precedentes, incompreensível e injustificável", afirmando que a integridade do jogo e a credibilidade da competição foram comprometidas. Outros pontos de discórdia incluíram a realização de um show no intervalo da final, que ampliou a pausa regulamentar, a proposta de expansão da Copa para 64 seleções, os altos preços dos ingressos e o veto à entrada do árbitro somali Omar Artan nos Estados Unidos, que posteriormente foi escalado para apitar a Supercopa da Uefa. A CNN Brasil também aponta a gestão geopolítica de partidas envolvendo o Irã como motivo de insatisfação. As confusões não se limitaram ao campo, com relatos de brigas entre torcedores argentinos no Rio de Janeiro, em Copacabana e Búzios, após a derrota da seleção de seu país.