FIFA anula expulsão de Balogun; EUA celebram liberação para jogo decisivo
FIFA anula expulsão de Folarin Balogun, atacante dos EUA, permitindo sua participação contra a Bélgica nas oitavas da Copa. Decisão, que gerou polêmica, foi celebrada pelo técnico Pochettino.

A seleção dos Estados Unidos comemora a reviravolta na situação do atacante Folarin Balogun, que poderá enfrentar a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo. A FIFA decidiu anular o cartão vermelho recebido pelo jogador na partida anterior contra a Bósnia e Herzegovina, permitindo sua participação no confronto decisivo.
O técnico da equipe americana, Mauricio Pochettino, expressou alívio com a decisão, argumentando que a equipe já havia sido prejudicada pela expulsão injusta que forçou o time a jogar com um homem a menos por 30 minutos. "Celebramos a decisão. Nós fomos punidos o suficiente contra a Bósnia por jogarmos com dez homens por 30 minutos por uma decisão que havia sido totalmente injusta", declarou o treinador em coletiva de imprensa.
Pochettino afirmou não ter participado de negociações políticas para reverter a punição, sendo informado da novidade antes do treino. Contudo, a imprensa americana aponta que o presidente Donald Trump teria intercedido junto à FIFA, pedindo a anulação do cartão. Trump utilizou suas redes sociais para celebrar a decisão, classificando-a como "fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça".
O técnico argentino, contudo, fez questão de separar futebol de política, reiterando que a decisão da FIFA corrigiu um erro claro da arbitragem. "O cartão foi um erro, e é justo que essa decisão seja revertida", defendeu Pochettino, confiante de que "99,9% das pessoas concordam" com a injustiça da expulsão original.
O caso de Balogun se assemelha a situações anteriores, como a de Cristiano Ronaldo. O craque português também teve uma suspensão de três jogos, após ser expulso nas Eliminatórias, reduzida para um jogo, com o restante cumprido em período probatório, permitindo sua participação na Copa. A FIFA utilizou o artigo 27 de seu Código Disciplinar, que permite suspender a aplicação de medidas disciplinares, estabelecendo um período probatório de um ano para Balogun.
O atacante foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. A decisão extraordinária da FIFA contraria o regulamento padrão de suspensão automática para jogadores expulsos. A entidade justificou a liberação de Balogun citando a possibilidade de "suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar" em seu código.
O caso levanta discussões sobre a aplicação das regras e a possibilidade de novas contestações. A federação francesa, por exemplo, estaria considerando pedir a anulação de um cartão amarelo recebido por Olise, para evitar um desfalque futuro. Com Balogun liberado, os Estados Unidos encaram a Bélgica em busca de uma vaga nas quartas de final.