Ex-jogador critica estratégia do Brasil na Copa do Mundo
Michel Bastos critica a Seleção Brasileira por não adaptar sua estratégia na Copa do Mundo de 2026 e aponta falhas na gestão da CBF.

A eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, após derrota para a Noruega por 2 a 1 em East Rutherford, Nova Jersey, gerou análises críticas sobre o desempenho da Seleção. Michel Bastos, ex-jogador e comentarista, apontou uma falha estratégica fundamental: a falta de adaptação da equipe ao longo da partida.
## Adaptação Tática Insuficiente
Segundo Bastos, embora a estratégia inicial de recuar as linhas defensivas para evitar o duelo individual contra o atacante norueguês Haaland pudesse fazer sentido no primeiro tempo, a persistência nessa abordagem durante os 90 minutos foi um erro. "Quando a gente fala de seleção brasileira, durante 90 minutos uma seleção ficar adaptada ao adversário, e não mudar a estratégia para que o adversário se adapte ao seu estilo de jogo... Aí a gente já meio que já foge um pouco daquilo que é o Brasil", declarou o comentarista.
Bastos também comentou a atuação de Vinícius Júnior, que, apesar de ter buscado resolver a partida individualmente, por vezes prejudicou o aspecto tático da equipe. "Sei que chega ali, na hora, e quer resolver, é muito do atleta, só que tem que ser inteligente", avaliou. Ele citou lances em que o jogador perdeu a bola ao tentar jogadas individuais, o que resultou em contra-ataques perigosos para a Noruega.
## Ciclo Fragmentado e Gestão da CBF
A análise se estendeu para o contexto mais amplo da preparação da Seleção, com Cris Schwambach, apresentadora do CNN na Copa, concordando que o resultado reflete a instabilidade administrativa vivida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nos últimos quatro anos. A gestão foi marcada por trocas frequentes de técnicos e mudanças na presidência, o que, segundo Schwambach, demonstra uma CBF "perdida no meio do caminho".
Michel Bastos complementou, destacando que a eliminação também se deve a um elenco que não passou por um processo de maturação adequado para o ciclo da Copa. "Não se prepara uma Copa do Mundo durante um ano, e sim um ciclo de quatro anos", pontuou. Ele ressaltou que problemas com a CBF e a troca de treinadores, somados à ausência de jogadores importantes por lesão, impactaram negativamente a preparação e o desempenho da equipe em campo.