EUA fora da Copa após fiasco de Balogun e polêmica com Trump
EUA é eliminado da Copa 2026 após derrota para Bélgica. Atacante Folarin Balogun, pivô de polêmica com intervenção de Donald Trump, tem atuação apagada e criticações surgem sobre a Fifa.

A Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, viu a precoce eliminação dos anfitriões nas oitavas de final, com uma atuação decepcionante do atacante Folarin Balogun. A derrota por goleada para a Bélgica, nesta segunda-feira (6), marcou o fim da jornada americana no torneio, em um jogo onde Balogun, centroavante cercado por uma intensa polêmica dias antes, pouco contribuiu.
A controvérsia envolvendo o jogador girou em torno de uma suspensão que deveria tirá-lo de campo. No entanto, a Fifa, após intervenção direta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reverteu a decisão, permitindo que Balogun atuasse. Apesar da liberação, sua presença em campo foi minimizada. Ele tocou na bola apenas 19 vezes durante toda a partida, com um aproveitamento de passes de 60% e uma única finalização em direção ao gol, facilmente defendida pelo goleiro belga Courtois.
Balogun foi substituído nos acréscimos do segundo tempo, já com o resultado definido e a eliminação praticamente sacramentada. Sua participação se limitou a poucas ações efetivas, com duas perdas de domínio e oito perdas de posse de bola, segundo dados do Sofascore. A nota 6,3 de 10 reflete a performance aquém das expectativas.
O atacante se despede da Copa como o artilheiro dos Estados Unidos no torneio, com quatro gols. Contudo, nenhum deles foi marcado após o episódio que dominou os noticiários do Mundial. A suspensão original de Balogun decorreu de uma entrada dura em partida contra a Bósnia e Herzegovina, uma punição que usualmente implica em um jogo de suspensão automática.
A interferência de Donald Trump no caso Balogun gerou forte reação. O presidente americano declarou ter contatado Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir a revisão da punição, argumentando que o jogador não havia feito nada de errado e era fundamental para a equipe. A Uefa, por sua vez, criticou a decisão da Fifa, afirmando que a entidade "cruzou uma linha vermelha".
O episódio levantou debates sobre a influência política em decisões esportivas e o processo disciplinar da Fifa. A Bélgica, adversária dos EUA nas oitavas, chegou a contestar a participação de Balogun na partida, mas a decisão da entidade máxima do futebol prevaleceu, ainda que não tenha se traduzido em um bom desempenho em campo.
A eliminação dos Estados Unidos, em casa e com um foco midiático incomum em um de seus jogadores, marca um capítulo controverso na história da Copa do Mundo de 2026, evidenciando a tênue linha entre esporte, política e a gestão de crises em eventos de grande porte.