Deputado propõe vetar jogadores estrangeiros da Seleção Brasileira

Deputado propõe que apenas jogadores e técnicos que atuam no Brasil sejam convocados para as seleções nacionais, visando fortalecer o futebol local.

Deputado propõe vetar jogadores estrangeiros da Seleção Brasileira

Um projeto de lei protocolado na Câmara Federal, em Brasília (DF), na última quarta-feira (08/07/2026), pelo deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR), sugere uma mudança drástica nos critérios de convocação para as seleções brasileiras de futebol, tanto masculina quanto feminina, em todas as categorias. A proposta, identificada como número 3.582/2026, determina que apenas atletas nascidos no Brasil e que atuem em clubes nacionais, devidamente registrados e disputando competições oficiais, poderão ser chamados para representar o país. A mesma regra se aplicaria a todos os membros das comissões técnicas, incluindo treinadores, auxiliares e preparadores físicos.

Na justificativa apresentada, o deputado Hauly argumenta que a saída precoce de jogadores para o exterior tem enfraquecido os campeonatos nacionais. Segundo ele, essa prática diminui a competitividade dos clubes brasileiros e também prejudica a conexão entre a Seleção e os torcedores. A iniciativa, se aprovada, teria como objetivo principal fomentar a permanência de talentos e técnicos no Brasil, fortalecendo a estrutura do futebol no país.

Atualmente, a dependência de jogadores que atuam fora do Brasil é notória. Na convocação para a Copa do Mundo de 2026, por exemplo, apenas sete dos 26 atletas chamados pelo técnico Carlo Ancelotti jogavam em clubes nacionais. Entre eles estavam Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá (todos do Flamengo), Danilo Santos (Botafogo), Neymar (Santos) e Weverton (Grêmio). A Seleção Brasileira foi eliminada da competição nas oitavas de final, após derrota para a Noruega.

A proposta levanta um debate importante sobre a formação de atletas, a força dos campeonatos locais e a identidade da Seleção Brasileira. A medida busca, em tese, resgatar um modelo onde os jogadores que defendem o país em competições internacionais tenham suas carreiras consolidadas dentro do território nacional, promovendo um intercâmbio mais equilibrado entre clubes e a própria CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A discussão sobre o projeto de lei deve gerar intensos debates no Congresso Nacional e entre os envolvidos com o esporte.