Davide Ancelotti revela motivos da saída do Botafogo

Davide Ancelotti explica que deixou o Botafogo por falta de liderança e instabilidade com saída de Textor. Experiência no Brasil foi positiva apesar dos desafios.

Davide Ancelotti revela motivos da saída do Botafogo

Davide Ancelotti, filho do renomado técnico Carlo Ancelotti e ex-comandante do Botafogo, quebrou o silêncio sobre sua saída do clube carioca em dezembro do ano passado. Após cinco meses à frente da equipe, Ancelotti explicou que sua decisão de pedir demissão foi motivada pela instabilidade na liderança do clube, especialmente com a iminente saída de John Textor. Ancelotti relatou que, na prática, não havia mais um presidente definido para tomar decisões, o que gerou incertezas sobre o futuro do projeto e sua própria permanência.

## Crise de Comando e Instauração de Mudanças

O treinador italiano, que atualmente comanda o Lille, da França, detalhou ao jornal francês L'Equipe que a falta de uma direção clara foi o fator determinante para sua saída. "Cinco meses lá são como dois anos na Europa", comparou, ressaltando a intensidade da experiência. Ele esclareceu que não foi demitido, mas sim que a própria estrutura de poder estava em transição, com John Textor se afastando oficialmente do Conselho de Administração da SAF do Botafogo apenas em 1º de julho deste ano, após um período de desgaste que se estendeu desde 2022.

Além da questão da liderança, Davide Ancelotti revelou que a iminente demissão de um de seus auxiliares, o preparador físico Luca Guerra, também pesou em sua decisão. Apesar dos desafios e momentos de tensão, Ancelotti avaliou sua passagem pelo futebol brasileiro de forma positiva, destacando o bom desempenho da equipe em campo, mesmo diante de adversidades como lesões e saídas de jogadores. Ele expressou gratidão pela confiança depositada por John Textor, mas lamentou ter se sentido "muito sozinho" em meio aos conflitos.

## Trajetória e Legado no Botafogo

Davide Ancelotti, que anteriormente atuou como auxiliar do pai durante a Copa do Mundo de 2026 no Brasil, teve no Botafogo sua primeira experiência como técnico principal. Durante seu período no comando, dirigiu o time em 32 partidas, somando 14 vitórias, 11 empates e sete derrotas. A experiência, apesar das dificuldades inerentes à gestão de um clube em processo de reestruturação, contribuiu para sua formação profissional, embora as expectativas iniciais tenham se chocado com a realidade em constante mudança.