Copa do Mundo: Gigantes caem, azarões encantam e política se mistura ao futebol
Copa do Mundo: Brasil, Alemanha e Holanda eliminados. Cabo Verde surpreende, França brilha e política se mistura ao futebol com pedido de Trump.

A Copa do Mundo, que entra em sua fase de quartas de final após um hiato nesta quarta-feira (8), já se mostrou um palco de reviravoltas e histórias inusitadas, transcendendo o esporte e adentrando esferas inesperadas.
Grandes potências como Brasil, Alemanha e Holanda já deram adeus ao sonho do título. A Alemanha, pentacampeã mundial, amargou sua terceira eliminação consecutiva na fase de grupos em 2018 e 2022, e desta vez foi superada pelo Paraguai nas oitavas de final. O Brasil, sob o comando de Carlo Ancelotti, apostou no talento individual, mas sucumbiu a uma Noruega organizada e decisiva, que contou com a força do centroavante Haaland, autor de dois gols decisivos.
A surpresa da competição até o momento é Cabo Verde. A pequena nação africana, que já havia surpreendido ao empatar com Espanha e Uruguai na fase de grupos, vendeu caro a derrota para a Argentina nas oitavas de final. O jogo foi levado à prorrogação, e o goleiro veterano Vozinha, de 40 anos, se tornou uma celebridade nas redes sociais, apesar de ter chegado ao torneio sem clube.
O torneio também presenciou uma inusitada participação política. Durante a partida entre Estados Unidos e Bósnia, o atacante americano Balogun foi expulso. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria intercedido junto ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir a revisão do cartão vermelho. Embora Infantino tenha negado influência direta, o Comitê Disciplinar atendeu ao pedido. No entanto, a presença de Balogun não impediu a derrota americana para a Bélgica por 4x1 nas oitavas, com direito a provocação ao presidente americano na comemoração de um gol.
Em contraste, a França tem reafirmado seu favoritismo. Os atuais vice-campeões têm apresentado um futebol convincente e arrojado, superando seus adversários com autoridade. Com um elenco recheado de estrelas como Mbappé, Upamecano, Rabiot e Dembélé, a equipe demonstra um futebol superior, gerando confiança em seus torcedores para a conquista do título.
Enquanto a bola volta a rolar nas quartas de final, a Copa do Mundo já provou que, além de lances geniais e rivalidades históricas, pode reservar surpresas, personagens improváveis e até mesmo um toque de política internacional.