Copa do Mundo: EUA não gera o boom de empregos esperado
Contrariando expectativas, a Copa do Mundo nos EUA não gerou o esperado aumento de empregos temporários. Setores de lazer e hotelaria veem recuperação anulada, com foco em horas extras em vez de novas contratações.

A Copa do Mundo da FIFA, sediada nos Estados Unidos, não resultou no esperado boom de empregos temporários. A FIFA previa a criação de até 185.000 empregos em tempo integral, principalmente nos setores de lazer e hotelaria, mas dados recentes mostram que a recuperação de empregos nesses setores em maio foi completamente anulada em junho. O número de postos de trabalho no setor ficou em cerca de 21.000 nos últimos dois meses.
Embora os hotéis tenham registrado receita recorde por quarto disponível durante a semana mais movimentada do torneio, essa melhora foi impulsionada pelo aumento das diárias, não pelo crescimento no número de hóspedes. Preços elevados de acomodações e ingressos, tensões geopolíticas e o aumento nas passagens aéreas são apontados como fatores que limitaram as viagens internacionais e, consequentemente, as contratações.
Economistas sugerem que as empresas estão priorizando horas extras para funcionários existentes em vez de contratar novos, devido à dificuldade em encontrar mão de obra. Alguns estabelecimentos próximos aos estádios viram um aumento mais acentuado nas contratações, mas em âmbito nacional, o setor não registrou aumento significativo nas horas semanais trabalhadas.