Copa 2026: Preços, Calor e Polêmicas Marcaram o Mundial
Copa do Mundo 2026 termina com debates sobre altos preços, calor extremo, logística complexa e polêmicas da FIFA, como a suspensão condicional de Balogun e o show de intervalo.

A Copa do Mundo de 2026, sediada em Estados Unidos, México e Canadá, chega ao fim com um legado que transcende os gramados. A expansão para 48 seleções trouxe recordes em campo, mas também foi palco de discussões intensas fora dele. Ao longo de mais de um mês de competição, o torneio acumulou polêmicas que foram desde os altos preços cobrados aos torcedores até mudanças climáticas extremas que afetaram o andamento das partidas.
## Críticas aos Custos e ao Clima
O alto custo para participar do Mundial foi um dos pontos mais criticados. Ingressos para a final atingiram valores exorbitantes em plataformas de revenda, chegando a US$ 10 mil. Dentro dos estádios, alimentos e bebidas também geraram revolta, com preços de cerveja e cachorro-quente sendo considerados abusivos. Além disso, cidades-sede, como Nova York e Miami, viram os preços de hospedagem dispararem, com hotéis e aluguéis de temporada aumentando em até 400% durante o período. O calor extremo em regiões como o Texas e a Califórnia impôs à FIFA a adoção de um protocolo inédito: pausas obrigatórias para hidratação em cada tempo, uma medida vista como necessária para a saúde dos atletas, mas que desagradou treinadores e analistas pela interrupção do ritmo de jogo.
## Logística e Decisões Controversas
A amplitude geográfica do torneio, distribuído por três países, também gerou críticas. Distâncias percorridas por seleções ultrapassaram os 4 mil quilômetros, implicando longos períodos em aeroportos e mudanças de fuso horário. Jogadores como Kylian Mbappé expressaram descontentamento com a logística, alegando que o tempo de viagem prejudicava o desempenho físico. Uma das polêmicas disciplinares envolveu o atacante Folarin Balogun, que, após ser expulso, teve a suspensão convertida para condicional pela FIFA, permitindo sua participação em jogos subsequentes. A situação ganhou mais atrito com a declaração de Donald Trump de que teria recomendado a alteração ao presidente da FIFA, Gianni Infantino.
Outro incidente notório foi a impossibilidade de entrada do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan nos Estados Unidos, impedido por autoridades de imigração, o que o retirou da competição. A novidade do show de intervalo, inspirado no Super Bowl, também dividiu opiniões, com apoiadores focando no potencial comercial e de entretenimento, enquanto críticos lamentavam a descaracterização de uma tradição das Copas.