Copa 2026: Polêmicas Marcaram Edição Histórica com Trump e Irã

Copa 2026: Edição nos EUA, México e Canadá foi marcada por polêmicas, incluindo árbitro barrado, dificuldades logísticas do Irã e intervenção de Donald Trump.

Copa 2026: Polêmicas Marcaram Edição Histórica com Trump e Irã

A Copa do Mundo de 2026, realizada de forma inédita em três países – Estados Unidos, México e Canadá –, foi marcada por uma série de polêmicas que transcenderam as quatro linhas. Desde desafios logísticos para seleções até envolvimento de figuras políticas de peso, o torneio de 2026 apresentou um cenário controverso.

## Desafios e Intervenções no Torneio

Um dos casos que gerou surpresa foi a impossibilidade de atuação do árbitro somali Omar Artan na competição. A Fifa o impediu de apitar jogos após sua entrada nos Estados Unidos ter sido negada. Aos 34 anos, Artan, eleito o melhor árbitro da Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025, seria o primeiro somali a ter a oportunidade de apitar em uma Copa do Mundo, tornando sua exclusão um ponto de destaque negativo.

A seleção do Irã também enfrentou dificuldades significativas, impactada diretamente pelas sanções impostas pelos Estados Unidos. O clima de tensão diplomática entre os dois países forçou a equipe iraniana a alterar seu local de treinamento, mudando de Tucson, nos EUA, para Tijuana, no México. A federação do Irã relatou problemas de imigração, com atrasos excessivos para a delegação na entrada e saída dos Estados Unidos, prejudicando os preparativos para o Mundial.

## Figuras Políticas e Decisões Questionadas

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve sua presença associada a polêmicas durante o torneio. Ele já havia recebido o Prêmio da Paz da Fifa no ano anterior, durante o sorteio dos grupos. Uma das controvérsias mais comentadas envolveu o atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos. Após ser expulso em uma partida da fase de oitavas de final contra a Bósnia e Herzegovina, sua suspensão automática foi revogada pela Fifa. A decisão ocorreu após um pedido direto de Trump, permitindo que Balogun, artilheiro da equipe, participasse do jogo subsequente contra a Bélgica.

Outro ponto de atenção foi o show do intervalo da grande final. Inicialmente prometido com 17 minutos de duração, a apresentação se estendeu consideravelmente devido à complexidade da montagem e desmontagem do palco. O intervalo acabou durando 27 minutos no estádio Metlife, em Nova York, ultrapassando o tempo previsto pelas regras oficiais do futebol e gerando discussões sobre a organização do evento.