Conselho da Europa alerta Fifa sobre integridade do futebol
Conselho da Europa cobra Fifa por integridade após Copa do Mundo de 2026, citando pressões políticas e apostas como riscos para o futebol. Pede reforço em regras.

O Conselho da Europa, entidade que reúne 46 países europeus focada em direitos humanos, fez um apelo à Federação Internacional de Futebol (Fifa) para que reforce a integridade do esporte. A organização destacou que a Copa do Mundo de 2026, recém-encerrada, levantou "uma interrogação após outra", citando uma série de polêmicas que abalaram o torneio.
## Críticas à Integridade do Torneio
Alain Berset, secretário-geral do Conselho da Europa, expressou preocupação com os eventos que marcaram a Copa. Segundo ele, a competição foi "manchada por pressões políticas, insultos racistas contra jogadores e pela abertura aos mercados de apostas". Berset argumentou que a expansão das apostas em todos os aspectos do jogo, incluindo ações individuais de jogadores que não afetam o placar, representa "uma porta aberta para a fraude". Ele enfatizou a necessidade de um "diálogo construtivo" para estabelecer um novo "marco de integridade" para a Copa do Mundo de 2030.
## Pressões Políticas e Manipulação de Resultados
Um dos pontos criticados foi a suposta interferência política no torneio. Berset mencionou especificamente a ligação entre o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em um pedido para revisar a suspensão do atacante americano Folarin Balogun. Essa influência externa, segundo o secretário-geral, levanta dúvidas sobre a imparcialidade dos resultados. "Quando as regras se curvam diante da pressão, cada resultado fica em dúvida", afirmou. O Conselho da Europa, que historicamente desenvolveu tratados contra doping e manipulação de resultados, vê a Copa de 2026 como um momento crucial para iniciar um trabalho urgente de fortalecimento das normas do futebol, para que o apito final do torneio marque também o início dessa nova fase.