CBF descarta 'caça às bruxas' e aposta em continuidade do elenco da Seleção

CBF aposta na continuidade do elenco da Seleção, descarta "caça às bruxas" após eliminação e vê renovação em andamento para ciclo 2030.

CBF descarta 'caça às bruxas' e aposta em continuidade do elenco da Seleção

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) adota uma postura de continuidade para o futuro da Seleção Brasileira após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo. Contrariando a expectativa de uma "caça às bruxas" promovida pela opinião pública em momentos de fracasso, a entidade avalia que o processo de renovação do elenco já estava em curso, sem a necessidade de medidas drásticas.

Rodrigo Caetano, coordenador executivo das seleções masculinas, defendeu a estratégia da CBF, destacando que jogadores mais jovens já vinham tendo oportunidades. "Nós tivemos muitos jogadores jovens. Inclusive os que, em muitos momentos, tiveram oportunidade de iniciar (as partidas). Quando se fez a convocação, o Rayan não estava entre os cotados para iniciar, mas terminou (como titular)", afirmou.

A média de idade do elenco brasileiro na Copa foi de 29,5 anos, a quinta maior entre as seleções participantes. Apenas dois atletas tinham menos de 25 anos: Endrick e Rayan, ambos com 19 anos. Outros jovens como Wesley (22, cortado por lesão) e Estêvão (que se lesionou antes da convocação) poderiam ter integrado o grupo, indicando uma preparação para o futuro.

Caetano também prometeu uma revisão dos erros cometidos, mesmo diante de resultados adversos. "Refletir sobre os erros é normal. Mesmo quando se ganha acho que é obrigação nossa fazer isso. Imagina quando você fica nas oitavas de final, como a gente, sabendo que tinha condição de ir mais além? Então é natural que nós vamos avaliar tudo. Mas não por conta da média de idade", ponderou.

A naturalidade com que alguns jogadores experientes se despedem do ciclo da Seleção também foi abordada. Nomes como Neymar, Alisson, Casemiro, Marquinhos, Alex Sandro, Fabinho e Danilo Luiz, que se aproximam do fim de suas carreiras internacionais, darão espaço para uma nova geração. Danilo, inclusive, comentou sobre a transição: "É natural pela idade e pela demanda do futebol. Eu completo 35 anos e obviamente agora vou estar sempre na primeira fila como mais um torcedor por aqueles que continuam".

Jogadores em uma faixa etária intermediária, como Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães, Rodrygo, Raphinha, Lucas Paquetá e Vinicius Junior, terão a responsabilidade de liderar os mais novos no próximo ciclo. Vini Jr. demonstrou confiança no futuro: "Eu não vou desistir de tentar botar o Brasil de volta no topo".

A Copa do Mundo serviu como vitrine para alguns talentos emergentes, como Rayan e Douglas Santos, enquanto outros, como Endrick, ainda buscam firmar seu espaço. A CBF, portanto, aposta em uma transição gradual e na consolidação dos jogadores que já demonstram potencial para representar o Brasil nas próximas competições, visando o ciclo de 2030.