CBF acusa Neosaldina de marketing de emboscada com Endrick
CBF notifica Hypera, fabricante da Neosaldina, por suposto marketing de emboscada em campanha com Endrick, alegando uso indevido de imagem da Seleção Brasileira.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) formalizou uma notificação extrajudicial contra a Hypera, fabricante do medicamento Neosaldina, sob a alegação de prática de marketing de emboscada por associação. A entidade esportiva acusa a empresa de explorar indevidamente sua propriedade intelectual e ativos institucionais em uma campanha publicitária que conta com a participação do jovem jogador Endrick.
A notificação, enviada em 3 de julho de 2026, detalha que a CBF considera que as ações publicitárias extrapolaram o direito de imagem individual do atleta. Segundo a confederação, o uso do uniforme oficial da Seleção Brasileira e outros elementos institucionais na campanha pode induzir o público a acreditar que a ação possui autorização, patrocínio ou vínculo oficial com a CBF. Embora o jogador tenha o direito de participar de campanhas comerciais com base em sua imagem, a CBF ressalta que isso não concede permissão para o uso de seus ativos ou para a criação de uma associação comercial com a seleção.
## Apropriação de Valor e Lei Geral do Esporte
A CBF argumenta que a campanha da Neosaldina se apropriou indevidamente do prestígio, reputação e valor econômico construídos pela entidade ao longo de décadas. Essa conduta, de acordo com a confederação, configura marketing de emboscada por associação, uma prática proibida pela Lei Geral do Esporte. A entidade faz uma clara distinção entre os direitos de imagem do atleta e os direitos sobre os ativos da Seleção. Enquanto a imagem de Endrick pode ser licenciada, o uniforme, escudo, símbolos e identidade visual são de propriedade exclusiva da CBF e requerem autorização expressa para uso.
## Exclusividade e Comprometimento Comercial
Os direitos de propriedade intelectual e exploração comercial das seleções brasileira masculina e feminina pertencem integralmente à CBF. Esses ativos são comercializados por meio de contratos de patrocínio e licenciamento. A confederação possui um acordo de exclusividade com a farmacêutica Cimed para associação de marcas na categoria de medicamentos. A CBF avalia que a campanha da Neosaldina, ao utilizar os símbolos da seleção sem autorização, compromete essa exclusividade comercial adquirida pela Cimed.
Na ocasião da publicação desta reportagem, a Hypera não havia respondido aos contatos do Poder360. Embora algumas publicações com Endrick ainda estivessem visíveis nos perfis da Neosaldina nas redes sociais no dia seguinte ao envio da notificação, a campanha específica citada pela CBF já não se encontrava disponível.