Casa Branca defende restrições à delegação do Irã na Copa do Mundo
Casa Branca defende restrições impostas à delegação do Irã na Copa do Mundo de 2026, afirmando que base no México foi benéfica e ajudou a impedir entrada de membros ligados à Guarda Revolucionária Islâmica.

A Casa Branca defendeu nesta quarta-feira (8) a maneira como aplicou as restrições à delegação do Irã durante a Copa do Mundo de 2026. Andrew Giuliani, diretor-executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para o evento, declarou que a escolha da seleção iraniana por estabelecer sua base em Tijuana, no México, em vez de Tucson, nos Estados Unidos, acabou sendo vantajosa para ambas as partes.
Giuliani destacou que a logística transfronteiriça operou sem contratempos, apesar das queixas apresentadas pela Federação Iraniana de Futebol durante a fase de grupos e após a eliminação da equipe. "É importante destacar que os iranianos escolheram ir para Tijuana. Ficamos satisfeitos com essa escolha", disse o dirigente a jornalistas.
A alteração da base ocorreu pouco antes do início da competição, em meio à incerteza sobre a concessão de vistos para entrada nos Estados Unidos. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, havia informado anteriormente que seu governo aceitou receber a delegação iraniana devido à recusa dos EUA em sediar a equipe.
O representante da Casa Branca também mencionou que a decisão contribuiu para evitar que indivíduos associados à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) utilizassem a Copa do Mundo como pretexto para ingressar nos Estados Unidos. Os vistos para os jogadores iranianos foram liberados apenas dez dias antes da estreia, mas membros da comissão técnica e administrativa, considerados essenciais pela federação, tiveram a entrada negada.
Inicialmente, os atletas só podiam entrar no território americano um dia antes de cada partida. Na época, o técnico Amir Ghalenoei chegou a classificar o Irã como a "seleção mais oprimida" da Copa. Giuliani, em contrapartida, comparou o deslocamento iraniano ao da seleção norte-americana, argumentando que o trajeto de ônibus dos EUA era ainda mais longo.
As medidas restritivas foram flexibilizadas parcialmente antes da terceira partida do Irã, permitindo a entrada da delegação dois dias antes do jogo em Seattle. Contudo, o Departamento de Segurança Interna (DHS) determinou que a equipe deixasse o país logo após o encerramento do confronto.
Após a eliminação na fase de grupos, a Federação Iraniana de Futebol expressou gratidão à população de Tijuana pela hospitalidade, considerando o México como "nossa segunda casa e nossa segunda seleção".