Campeão Mundial da Espanha é impedido de entrar nos EUA

Campeão mundial espanhol de 2010, Joan Capdevila, teve entrada nos EUA vetada para final da Copa devido a participação em jogo no Irã em 2016. O incidente levanta questões sobre as restrições de viagem americanas e o histórico de dificuldades para iranianos.

Campeão Mundial da Espanha é impedido de entrar nos EUA

O ex-lateral Joan Capdevila, campeão mundial com a Espanha em 2010, enfrentou um imprevisto ao tentar assistir à final da Copa do Mundo nos Estados Unidos. Convidado pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) para acompanhar a partida decisiva, Capdevila teve seu pedido de entrada no país negado pelo Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (Esta).

## Veto por visita ao Irã

Em declarações divulgadas em redes sociais e repercutidas pela imprensa espanhola, o ex-atleta, de 48 anos, revelou que o motivo para a rejeição do Esta seria sua participação em um amistoso em Teerã, capital do Irã, no ano de 2016. Na ocasião, Capdevila atuou em uma partida festiva com ex-jogadores da La Liga contra um time de estrelas iranianas, evento que ocorreu em um período posterior a março de 2011. De acordo com as regras do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, indivíduos que estiveram no Irã após essa data ou que possuem dupla nacionalidade com o país ficam inelegíveis para o programa Esta, que permite viagens sem visto por até 90 dias.

Capdevila expressou sua frustração e decepção por não poder acompanhar a final ao lado de seus filhos e companheiros de equipe de 2010, marcando inclusive o perfil do então presidente norte-americano Donald Trump em busca de ajuda. Outros nomes importantes da seleção campeã de 2010, como Iker Casillas, Carles Puyol, Sérgio Ramos e Xavi Hernández, já estavam nos Estados Unidos para a final.

## Histórico de dificuldades com o Irã

Este episódio com Capdevila ecoa as dificuldades enfrentadas pela seleção iraniana e seus representantes durante a mesma Copa do Mundo. O país asiático já havia relatado problemas na obtenção de vistos para atletas, dirigentes e membros da comissão técnica, além de tentativas frustradas de realocação de jogos para o México. A agência estatal iraniana Irna chegou a classificar como "injustificável" o atraso burocrático que prejudicou o retorno da equipe ao México após uma partida. O técnico Amir Ghalenoei e o capitão Medhi Taremi denunciaram um "tratamento desigual" e condições de preparação "piores possíveis", sugerindo que autoridades dos EUA e a Fifa estariam agindo para eliminar o país da competição. Apesar de um desempenho invicto na primeira fase com três empates, o Irã foi eliminado do torneio.