Brasil é derrotado pela Noruega; Seleção e mídia são criticadas

Artigo critica duramente a Seleção Brasileira após derrota para a Noruega, a cobertura midiática e o "pachequismo" do torcedor, comparando o cenário a ciclos de ilusão política.

Brasil é derrotado pela Noruega; Seleção e mídia são criticadas

A Seleção Brasileira, sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, sofreu uma derrota para a Noruega em uma competição recente, gerando forte descontentamento e críticas ácidas. O artigo "O Ragnarok em Pindorama", publicado na Tribuna do Norte, analisa o cenário pós-derrota sob uma perspectiva crítica, abordando tanto o desempenho em campo quanto a reação da mídia e do torcedor.

Segundo o texto, o time brasileiro foi superado pela equipe norueguesa, descrita como tendo um meio-campo eficiente, em um jogo onde os jogadores brasileiros pareciam mais focados em discussões individuais do que na estratégia coletiva. A frieza e organização tática dos adversários são contrastadas com a aparente falta de coesão da Seleção.

O autor critica o que chama de "pachequismo", o torcedor que demonstra otimismo exacerbado antes dos jogos e se frustra intensamente após derrotas, culpando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e mudando rapidamente de opinião. A imprensa também é alvo de críticas, acusada de inflar as expectativas com manchetes ufanistas antes da partida e, em seguida, mudar o discurso para lamentar o fim de uma "era" ou a falta de adaptação do técnico ao "DNA brasileiro".

O artigo aponta que, enquanto técnicos anteriores como Tite alcançaram fases mais avançadas da competição, Ancelotti, visto como um "messias" por alguns, foi eliminado precocemente. O texto sugere que a indústria do futebol, incluindo patrocinadores e a mídia, lucra com a venda de esperança e o espetáculo, independentemente dos resultados, alimentando o "fanatismo verde-amarelo" que, segundo o autor, se assemelha a uma religião.

Além da esfera esportiva, o texto faz uma analogia com o cenário político brasileiro, sugerindo que a mesma dinâmica de ilusão e decepção observada no futebol se repete nas eleições, com a população sendo levada a acreditar em promessas que frequentemente não se concretizam. A crítica se estende à organização interna, comparando a falta de entrosamento da seleção com o "trânsito em dia de feriado" e a "crime organizado".

A peça conclui que o desejo pelo Hexa se tornou uma religião para o torcedor brasileiro, que, apesar das derrotas, mantém a esperança e a disposição para comprar novas camisas e acreditar em narrativas futuras, em um ciclo que se renova a cada ciclo de competições.