Brasil: Ciclo Tenebroso na Copa se Fecha com Eliminação Trágica
Ciclo trágico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo termina com eliminação nas oitavas e 56% de aproveitamento, após sucessão de técnicos e instabilidade na CBF.

O ciclo da seleção brasileira na Copa do Mundo chega ao fim de forma melancólica. A derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste sábado (4), sacramentou a eliminação do Brasil nas oitavas de final, marcando o encerramento de um período turbulento. Em 42 partidas disputadas desde 2022, a equipe obteve 20 vitórias, 11 empates e 11 derrotas, resultando em um aproveitamento de 56,3%. Esta é a quarta vez consecutiva que a seleção não avança além das oitavas de final, um feito inédito desde o Mundial de 1990.
O período pós-Copa do Qatar, em 2022, foi marcado por uma sucessão de técnicos e instabilidade na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Após a saída de Tite, Ramon Menezes assumiu interinamente, comandando a equipe em amistosos com resultados mistos. Em seguida, Fernando Diniz foi nomeado, com a expectativa de preparar o time para a Copa América sob o comando de Carlo Ancelotti. Diniz iniciou bem as Eliminatórias, mas uma sequência negativa inédita na competição culminou em sua demissão em janeiro de 2024, em meio a uma crise na presidência da CBF.
Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, enfrentou um afastamento judicial, sendo posteriormente reintegrado por liminar do STF. Pouco depois, Dorival Júnior foi anunciado. Sua gestão teve um começo promissor com vitórias em amistosos, mas a eliminação na Copa América e resultados irregulares nas Eliminatórias, incluindo derrotas cruciais, levaram à sua saída em março de 2025. A CBF finalmente confirmou Carlo Ancelotti, mas a situação administrativa continuou instável com o novo afastamento de Rodrigues e a eleição de Samir Xaud.
Ancelotti, que tem contrato até 2030, enfrentou um caminho desafiador. Apesar de ter assegurado a classificação para a Copa com vitórias importantes, o time sofreu reveses em amistosos contra Bolívia, Japão e França, culminando na eliminação precoce. O desempenho na Copa, que incluiu um empate na estreia, vitórias controladas e um triunfo dramático nas oitavas, não foi suficiente para superar as expectativas.
Desde a eliminação para a Argentina em 1990, a seleção brasileira sempre alcançou, no mínimo, as quartas de final em todas as Copas. As edições de 1998 e 2014 foram marcadas por vice-campeonato e quarto lugar, respectivamente. A atual campanha, contudo, representa um dos piores desempenhos recentes, evidenciando a necessidade de reformulações profundas para os próximos ciclos.