Bilionário da Citadel foi chave na contratação de técnico da seleção dos EUA

Bilionário Ken Griffin financiou parte do salário do técnico Mauricio Pochettino, impulsionando a seleção dos EUA de futebol a um desempenho histórico em Copas e recordes de audiência.

Bilionário da Citadel foi chave na contratação de técnico da seleção dos EUA

A participação financeira e o envolvimento do bilionário Ken Griffin, fundador e CEO da Citadel, foram cruciais para a ascensão da seleção masculina de futebol dos Estados Unidos, culminando na contratação do técnico Mauricio Pochettino. Embora a campanha dos EUA na Copa do Mundo tenha se encerrado nas oitavas de final após derrota para a Bélgica por 4 a 1, o torneio registrou recordes de audiência na TV americana, com mais de 36,8 milhões de espectadores em um único jogo.

Griffin, um entusiasta do futebol desde a infância, investiu significativamente no esporte através de doações filantrópicas. Seu histórico inclui o financiamento de 100 minicampos em Chicago e Miami-Dade, beneficiando mais de 100 mil crianças e famílias. Essa dedicação ao desenvolvimento do futebol juvenil lhe rendeu o prêmio #10 Award da U.S. Soccer Foundation.

A chegada de Pochettino, um técnico renomado com passagens por clubes como Tottenham Hotspur e Paris Saint-Germain, foi viabilizada por um esforço conjunto. Scott Goodwin, cofundador da Diameter Capital Partners, iniciou a conversa com a US Soccer, que enfrentava dificuldades financeiras para bancar o salário elevado do treinador. Griffin, então, assumiu um papel de destaque como um dos principais benfeitores, fornecendo o aporte financeiro necessário para concretizar a contratação.

A US Soccer, diferentemente de muitas federações nacionais, depende de receita própria, patrocínios e doações. No ano passado, a federação registrou US$ 264 milhões em receita, com US$ 50 milhões provenientes de doações. A contribuição de Griffin foi fundamental para fechar o acordo salarial de Pochettino, estimado em cerca de US$ 6 milhões anuais, tornando-o o técnico mais bem pago da história da entidade.

Sob o comando de Pochettino, a seleção americana demonstrou progresso, alcançando uma fase de mata-mata em uma Copa do Mundo pela primeira vez em 24 anos. A equipe venceu partidas importantes, como contra o Paraguai e a Austrália, e liderou seu grupo, antes de ser eliminada. Griffin expressou satisfação com o desenvolvimento da equipe e demonstra otimismo para o futuro, visando manter o impulso conquistado.