Atletas do Rio se despedem do esporte escolar em busca de novos sonhos

Jovens atletas do Rio de Janeiro encerram sua trajetória no Intercolegial 2026, buscando novos caminhos no esporte, estudos e carreiras profissionais. O torneio se consolida como plataforma de desenvolvimento.

Atletas do Rio se despedem do esporte escolar em busca de novos sonhos

O fim do ano letivo de 2026 se aproxima, e para um grupo seleto de jovens atletas do Rio de Janeiro, essa data carrega um significado especial: a despedida das competições esportivas escolares. O tradicional Intercolegial, palco de inúmeras conquistas e aprendizados, marca o encerramento de uma fase importante na vida desses estudantes, que agora se preparam para novos capítulos, seja no esporte de alto rendimento, na busca por formação acadêmica ou em outros caminhos profissionais.

O torneio deste ano já registrou recorde de participantes e arquibancadas repletas, evidenciando a vitalidade do esporte entre os estudantes. A modalidade de tênis de mesa encerrou sua participação no primeiro semestre, enquanto o skate definiu seus campeões em rodadas emocionantes, mostrando a diversidade de talentos que o Intercolegial revela.

## Futebol Feminino em Ascensão

Ana Barreto, atacante de 17 anos, é um exemplo dessa transição. Após passagens pelas categorias de base do Botafogo e destaque em competições como a Copinha, a atleta agora defenderá o Vasco. Nascida em Brasília, Ana iniciou sua trajetória no futebol aos 6 anos, inspirada pela prima e enfrentando os desafios de um esporte com poucas equipes femininas à época. Sua experiência no Intercolegial, onde também atuou pelo Zerohum, foi crucial para seu desenvolvimento.

"Foi muito bom jogar esse campeonato e ver que estão dando valor ao futebol feminino do Rio. Aqui tem muitos talentos, e isso precisa ser mostrado. Espero que mais meninas tenham essa oportunidade", declarou Ana, que vê na Copa do Mundo do próximo ano um impulso para a modalidade, mas torce pela continuidade do interesse após o evento.

## Judô: Rumo às Olimpíadas?

No judô, João Brandão, de 17 anos, também vive sua última temporada no Intercolegial pelo Santa Mônica. Com um currículo impressionante, incluindo títulos nos Jogos Escolares Brasileiros e medalhas em competições internacionais como a Gymnasiade e os Jogos da Juventude, João já representou o Brasil no exterior e nutre o sonho de disputar os Jogos Olímpicos.

Filho de um ex-integrante da seleção brasileira de judô, João começou a praticar aos 3 anos e encontrou no ambiente escolar o equilíbrio ideal para conciliar estudos e treinos intensos. "O Intercolegial é uma competição de muita visibilidade. Dá oportunidade para vários atletas aparecerem e conquistarem bolsas de estudo", ressaltou João, que conta com o total apoio de sua escola.

Moskão, coordenador da equipe de judô do Santa Mônica, elogia o atleta: "O João é um menino muito dedicado, excelente aluno e um dos líderes da equipe. Tem potencial para estar entre os melhores do Brasil quando chegar à categoria adulta".

## Vôlei de Praia e Medicina: Novos Horizontes

Para Juliana Pacheco, a despedida do Intercolegial tem um foco diferente. Tricampeã do vôlei de praia e campeã do vôlei de quadra, a estudante do Colégio Pedro II dedica agora suas energias aos estudos para o vestibular de Medicina. Aos 17 anos, ela ainda avalia a possibilidade de disputar sua última temporada escolar.

"Não penso em seguir no vôlei, mas vivi experiências inimagináveis. Aprendi a ganhar e a perder e cresci muito como pessoa por causa do esporte", afirmou Juliana, que destaca o papel do Intercolegial em oferecer oportunidades, especialmente para atletas em início de carreira.

O legado do Intercolegial, portanto, transcende as medalhas, moldando não apenas atletas, mas indivíduos preparados para os desafios da vida adulta, com valores como dedicação, superação e trabalho em equipe.