Adidas domina Copa do Mundo; Nike amarga revés em patrocínios
Adidas celebra sucesso na Copa do Mundo com finalistas, enquanto Nike amarga revés e busca reverter queda em participação de mercado e desafios de vendas.

A Copa do Mundo de 2026 consagra a Adidas como a grande vencedora da disputa entre as gigantes do material esportivo, enquanto a Nike enfrenta um cenário de perdas. A presença de duas seleções patrocinadas pela Adidas – Argentina e Espanha – na final do torneio garante à marca alemã uma visibilidade sem precedentes, em contraste com a Nike, que viu todas as suas 12 seleções parceiras serem eliminadas antes da decisão.
## Disputa acirrada em campo e fora dele
A eliminação da Inglaterra na semifinal, uma das seleções vestidas pela Nike, frustrou as expectativas da empresa americana de ter uma equipe na grande final. A Adidas, por outro lado, celebra a classificação de seus dois times, o que representa um aumento significativo em sua exposição midiática e comercial. Ambas as empresas investiram pesadamente no evento, mas a Nike, que tem dependido da Copa do Mundo para impulsionar suas vendas e reverter uma queda em sua participação de mercado, vê seus esforços serem ofuscados.
## Trajetória de recuperação e desafios
Analistas apontam que, mesmo com o impulso da Copa, a Nike enfrenta desafios estruturais significativos. A empresa tem lutado para inovar em seus produtos de calçados, controlar seus estoques e estabilizar suas vendas, especialmente no mercado chinês. As ações da Nike já sofreram uma desvalorização considerável este ano, refletindo a impaciência dos investidores com o progresso da recuperação liderada pelo CEO Elliott Hill. A Adidas, por sua vez, tem se beneficiado do aumento de sua popularidade nos Estados Unidos e na Europa, ganhando participação de mercado.
## Desempenho comercial e projeções
No primeiro trimestre, a Adidas já havia registrado cerca de 250 milhões de euros em encomendas de produtos relacionados à Copa do Mundo. A demanda gerada pelo torneio, combinada com uma melhora geral em seus negócios, impulsionou sua participação no mercado de calçados para 19,2% em junho, contra 16,0% no ano anterior. A Nike, em contrapartida, continua a perder terreno, especialmente na Europa. Apesar de ter lançado campanhas de marketing robustas e novos produtos, o desempenho da Nike na Copa do Mundo não atende às expectativas, evidenciando a necessidade de revisitar suas estratégias de longo prazo no futebol.