Sem Celular nas Escolas: DF Vê Melhora no Desempenho Aluno
Pesquisa no DF indica que 85% dos professores notam melhora no desempenho e 75% em participação dos alunos após proibição de celulares nas escolas.

Uma pesquisa recente realizada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal revela um impacto positivo significativo na dinâmica escolar após a implementação da lei que proíbe o uso de celulares em ambiente educacional. De acordo com o levantamento, que ouviu cerca de 4 mil membros da comunidade escolar, 85% dos professores observaram uma melhora no desempenho geral dos alunos.
## Mudança de Cenário nas Salas de Aula
A Lei nº 15.100/2025, sancionada em janeiro de 2025 e vigente desde o início do ano letivo, restringiu o uso de aparelhos celulares durante aulas, recreios, intervalos e atividades extracurriculares. A medida, que gerou debates, parece ter trazido resultados concretos. Além da melhora no desempenho, 78% dos educadores avaliaram as mudanças provocadas pela lei de forma positiva.
Outros indicadores também apontam para um ambiente de aprendizado mais focado. A participação dos estudantes em sala de aula melhorou para 75% do corpo docente, e 32,3% dos alunos relataram uma melhora perceptível em sua capacidade de atenção. Surpreendentemente, seis em cada dez estudantes afirmaram não sentir falta do aparelho durante o período escolar, e 37% demonstraram aceitação à restrição.
## Relatos e Desafios na Prática
Alunos e supervisores pedagógicos em escolas como o CED 01 do Guará compartilham suas experiências. Estudantes como Samara Ferreira, de 17 anos, reconhecem que o celular frequentemente desviava o foco dos estudos, levando à troca de prioridades. Manuela Ferreira, também de 17 anos, admitiu que o aparelho era usado para acessar redes sociais ou obter respostas rápidas de ferramentas como o ChatGPT, prejudicando o aprendizado.
Embora a adaptação inicial tenha sido desafiadora, exigindo o apoio de pais e responsáveis, os estudantes agora percebem a proibição como um avanço. "Eu vejo que meu desempenho melhorou muito. Agora, eu tenho que correr atrás das minhas coisas", comenta Manuela, destacando a autonomia conquistada.
No entanto, a vigilância ainda é necessária. Supervisores pedagógicos, como Carlos Magno, relatam que alguns alunos ainda tentam burlar a regra, resultando na apreensão temporária dos aparelhos e comunicação com os responsáveis. A persistência na aplicação da norma é vista como fundamental para consolidar os benefícios observados.