Primeira Professora Baniwa na USP Celebra Conquista Coletiva
Francy Baniwa, primeira docente Baniwa na USP, vê sua conquista como um marco para a representatividade indígena e feminina, abrindo portas para mais vozes no ensino superior.

Francy Baniwa, a primeira mulher indígena do povo Baniwa a integrar o corpo docente da Universidade de São Paulo (USP), celebra sua nomeação como uma vitória coletiva. Antropóloga, escritora e ativista, ela ressalta que sua presença no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) abre portas para que mais mulheres indígenas ocupem espaços de destaque.
Nascida na comunidade de Assunção, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), Francy Baniwa é pioneira em diversas frentes, incluindo a publicação de um livro de antropologia e a obtenção de mestrado. Sua trajetória é marcada pela valorização da educação escolar indígena e dos saberes ancestrais.
"Essa vitória e essa presença nossa, pela primeira vez, em uma universidade tão importante, é um espaço que a gente vai conquistando aos poucos. Não é apenas uma mulher Baniwa. É um povo que vai estar podendo ocupar esses espaços", afirmou Francy Baniwa, enfatizando a representatividade para toda a comunidade indígena.