MPT exige UFPB impeça entrada de gatos em laboratórios e salas
MPT dá 180 dias para UFPB impedir acesso de gatos a ambientes internos, como laboratórios e salas, visando prevenir doenças.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) determinou que a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) adote medidas rigorosas para impedir o acesso de gatos aos ambientes internos do campus, como salas de aula, laboratórios e áreas administrativas. A recomendação visa prevenir riscos de doenças e contaminações, garantindo a saúde e segurança de trabalhadores, estudantes e demais usuários da instituição.
Com base em um estudo pericial realizado na universidade, o MPT estabeleceu um prazo de 180 dias para que a UFPB implemente e comprove a adoção de 12 ações específicas. Entre as principais medidas exigidas estão a instalação de barreiras físicas, como portas e vedações adequadas, para bloquear a entrada dos animais nos prédios. Além disso, a universidade deverá retirar os pontos de alimentação dos gatos das proximidades das edificações, permitindo a manutenção desses locais apenas em áreas externas controladas.
Outro ponto crucial da recomendação é a criação de protocolos formais para a limpeza e desinfecção de todos os locais que possam ter sido contaminados por fezes, urina ou outros resíduos biológicos dos animais. A UFPB já se manifestou sobre a recomendação, informando que criou um grupo de trabalho dedicado à elaboração do plano institucional e que cumprirá o prazo determinado pelo órgão.
A universidade, que abriga mais de 200 gatos em seu campus I, agora terá que se adequar às exigências para conciliar a presença dos animais com a necessidade de um ambiente seguro e higiênico para suas atividades acadêmicas e de pesquisa. A ação do MPT reforça a importância de ambientes de trabalho e estudo livres de riscos sanitários, mesmo em instituições de ensino superior que convivem com animais em seus espaços.