Lei de Cidadania e Política nas Escolas é Sancionada
Nova lei sancionada inclui educação política e cidadania no currículo básico. Especialista Cláudia Costin avalia a medida como positiva e discute a importância da formação para a vida e o debate sobre educação financeira nas escolas.

Uma nova legislação foi sancionada com o objetivo de incluir o ensino de política e direitos da cidadania no currículo obrigatório da educação básica no Brasil. A medida visa aprofundar a formação de crianças e adolescentes para a participação ativa na sociedade.
## Formação para a Vida
A especialista em políticas educacionais, Cláudia Costin, comentou a sanção da lei, classificando-a como um avanço positivo. Segundo Costin, os temas propostos já estavam previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), mas a nova lei traz maior clareza sobre os objetivos a serem alcançados. Ela ressaltou que a educação transcende a preparação exclusiva para o mercado de trabalho, focando também na capacitação para a vida em sociedade. A compreensão dos direitos sociais e de cidadania é vista como fundamental para que os jovens entendam o contexto em que vivem.
Costin comparou a abordagem atual com a disciplina de Educação Moral e Cívica do período militar, destacando que a nova lei propõe um tratamento transversal e integrado a outras matérias, desde a educação infantil, diferentemente da memorização doutrinária do passado. A especialista enfatizou a importância de ensinar sobre comunicação não agressiva e o respeito a opiniões divergentes, especialmente em tempos de polarização social.
## Educação Financeira e Impacto Futuro
Paralelamente à sanção da lei sobre cidadania e política, um projeto de lei que propõe a inclusão da educação financeira no currículo escolar ainda tramita no Congresso Nacional. Inicialmente discutido como disciplina adicional na Câmara dos Deputados, o Senado Federal o reformulou para que o tema seja abordado de forma transversal. Cláudia Costin apoiou essa reformulação, argumentando que a adição de muitas matérias pode não ser a melhor solução.
Ela destacou a relevância da educação financeira diante do alto índice de endividamento da população brasileira, agravado por fatores como o excesso de apostas. A especialista acredita que o ensino financeiro é crucial para que os jovens aprendam a gerenciar suas finanças, lidar com seguros e evitar o endividamento. Além disso, Costin observou que o tema pode fortalecer o aprendizado de matemática, área que apresenta fragilidades no sistema educacional.
O impacto dessas novas abordagens educacionais é esperado a médio e longo prazo. Costin citou exemplos de como a integração de disciplinas pode enriquecer o aprendizado, como o estudo de moedas e inflação na aula de história e matemática. Acredita-se que esses conhecimentos serão valiosos para os futuros chefes de família e profissionais que precisarão lidar com a vida adulta e suas responsabilidades financeiras.