Deputada propõe alívio para pagamento do Fies a médicos residentes

Deputada Socorro Neri propõe emendas ao Fies para adiar pagamento a médicos residentes e vincular quitação à renda, buscando mais justiça e sustentabilidade ao programa.

Deputada propõe alívio para pagamento do Fies a médicos residentes

A deputada federal Socorro Neri apresentou duas emendas à Medida Provisória nº 1.373/2026 com o intuito de aprimorar as regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As propostas buscam adequar o programa à realidade de estudantes e recém-formados, especialmente aqueles que ingressam na residência médica e enfrentam dificuldades financeiras no início da carreira profissional.

As sugestões surgiram após diálogos com a Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) e de relatos de estudantes que apontaram os desafios no pagamento do financiamento. A primeira emenda permite que estudantes de Medicina em programas de residência médica possam adiar o início da amortização do Fies durante o período da especialização. A deputada argumenta que a residência médica demanda dedicação integral e que, apesar da bolsa recebida, a remuneração é insuficiente para cobrir os custos do financiamento, limitando a capacidade de pagamento.

Socorro Neri destacou a importância dessa medida para a formação médica: "A residência médica é uma etapa indispensável da formação de muitos profissionais. Não faz sentido exigir o início do pagamento do financiamento justamente quando eles ainda estão se qualificando para atender melhor a população. Essa proposta traz mais equilíbrio e justiça ao sistema".

A segunda emenda estabelece um prazo para que o Poder Executivo regulamente a amortização do Fies vinculada à renda do financiado. Esse mecanismo, previsto em lei desde 2017, ainda não foi implementado. A proposta determina que o governo implemente o modelo até 31 de dezembro de 2027, garantindo que as parcelas sejam compatíveis com a renda do egresso e oferecendo maior segurança jurídica aos estudantes.

Segundo a deputada, a vinculação do pagamento à renda não só beneficia os estudantes, mas também contribui para a sustentabilidade do programa. "Quem investe na educação precisa encontrar oportunidades, não obstáculos. Vincular o pagamento à renda torna o Fies mais humano, reduz a inadimplência e fortalece uma política pública que transforma vidas", ressaltou Neri.

As emendas foram formalizadas dentro do prazo de tramitação da Medida Provisória e serão agora analisadas pelo Congresso Nacional, representando um possível alívio financeiro para uma parcela significativa de estudantes e profissionais da área da saúde.