Educação Financeira: Chave para Inclusão e Proteção no Brasil

Educação financeira e securitária são essenciais para inclusão no Brasil. Setor de seguros cresce, mas acesso e compreensão ainda são desafios, especialmente para classes C, D e E.

Educação Financeira: Chave para Inclusão e Proteção no Brasil

A educação financeira e securitária emerge como um pilar fundamental para a inclusão e o amadurecimento da sociedade brasileira. Em um país em rápida evolução, o conhecimento sobre planejamento, consumo consciente, preparo para imprevistos e proteção financeira deixa de ser um diferencial para se tornar uma necessidade premente.

O mercado de seguros no Brasil demonstra robustez e relevância. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) indicam que, em 2025, o setor acumulou uma arrecadação de R$ 764,5 bilhões, correspondendo a 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, abrangendo seguros, previdência aberta, capitalização e saúde suplementar. Nos últimos cinco anos, o setor registrou um crescimento de 8,8%. Contudo, o potencial de inclusão ainda é vasto, visto que apenas cerca de 30% da frota de veículos possui seguro e apenas 15% das residências brasileiras estão protegidas.

A pandemia de coronavírus acentuou a percepção sobre a importância da proteção contra eventos inesperados, impulsionando o seguro no "desejo de consumo" das famílias e evidenciando uma maior conscientização sobre riscos e a necessidade de segurança ao longo da vida.

No entanto, a simples disponibilidade de produtos de seguro não garante decisões mais acertadas sem o devido suporte da educação financeira e securitária. O aumento da qualidade de vida e da longevidade da população exige, por consequência, cuidados e proteções mais sofisticadas. Sociedades mais maduras tendem a buscar maior segurança, o que demanda uma aceleração na oferta de educação financeira para acompanhar o ritmo de desenvolvimento social.

A relevância dessa pauta se intensifica ao analisar as classes C, D e E. Atualmente, apenas 18% da população possui apólices de seguro de vida, e esse percentual é ainda menor entre os grupos sociais mais vulneráveis. Historicamente, o acesso a instrumentos de proteção tem sido mais restrito para essas parcelas da população, enfrentando barreiras de renda, linguagem e compreensão dos serviços oferecidos.

O Grupo Bmg, por meio do Instituto Marina e Flávio Guimarães, tem priorizado essa agenda com o projeto Bemi, focado em educação financeira para o público 60+, oferecendo conteúdos acessíveis e alinhados à realidade dos idosos. Ampliar o acesso a essa formação é um caminho eficaz para mitigar vulnerabilidades, prevenir decisões equivocadas e fortalecer a autonomia individual.

É crucial desmistificar o seguro, apresentando-o não como um produto abstrato ou complexo, mas como um recurso acessível para garantir tranquilidade e dignidade, elementos essenciais para a qualidade de vida. Esta é uma iniciativa que requer a colaboração conjunta do setor privado, do governo e da sociedade civil, pois a inclusão financeira plena passa, intrinsecamente, pela capacidade de autoproteção.