XP defende auxílio pontual contra tarifas dos EUA
XP sugere que auxílio a setores brasileiros afetados por tarifas dos EUA seja temporário, alertando para riscos fiscais de subsídios permanentes.

A XP defende que qualquer medida de apoio do governo brasileiro aos setores impactados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos deve ser temporária. Caio Megale, economista-chefe da XP, ressaltou durante a Expert XP 2026 que a criação de subsídios permanentes seria prejudicial, pois acarretaria um custo fiscal contínuo.
## Impacto das Tarifas
Na última semana, os Estados Unidos confirmaram a aplicação de uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, com validade a partir de sexta-feira (24.jul.2026). Essa medida se soma a um anúncio anterior do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que já previa uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais. Com as novas sobretaxas, o percentual total pode atingir 37,5%.
Megale reconheceu que, embora o impacto macroeconômico geral possa ser mínimo, o efeito para empresas e setores específicos que exportam para o mercado americano será considerável. Ele sugeriu que um programa de auxílio temporário seria adequado para auxiliar na adaptação desses setores.
## Perigos dos Subsídios Permanentes
O economista-chefe da XP alertou para os riscos de instituir subsídios permanentes. Segundo ele, caso as tarifas americanas se tornem definitivas, o governo brasileiro poderia ser obrigado a manter esses gastos por tempo indeterminado. "Essa é uma solução perigosa em qualquer cenário", afirmou Megale, ponderando que, se as tarifas americanas perdurarem permanentemente, os subsídios também o fariam.
Megale considerou que a criação de subsídios se justifica apenas durante um período de transição, como uma forma de mitigar os efeitos imediatos das novas imposições comerciais americanas, mas não como uma solução de longo prazo que possa desequilibrar as contas públicas do Brasil.