Trump poupa setor aéreo de novas tarifas após investigação

EUA encerram investigação sobre importações aeronáuticas e decidem não impor novas tarifas, apesar de preocupações com segurança nacional e dependência de fornecedores estrangeiros.

Trump poupa setor aéreo de novas tarifas após investigação

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos encerrou nesta quinta-feira (data não especificada, mas após investigação iniciada em 2025) uma investigação sobre aeronaves comerciais, motores a jato e peças importadas. A conclusão aponta que os produtos estrangeiros levantam preocupações de segurança nacional, porém, o governo do ex-presidente Donald Trump optou por não impor novas tarifas ao setor.

Sob forte pressão da indústria de aviação americana, o governo decidiu isentar aeronaves e peças de tarifas, como parte de acordos comerciais. Essa medida surge após um curto período de sobretaxas aplicadas ao setor no ano anterior. O relatório, que resultou da investigação iniciada em 2025, destaca a dependência excessiva da indústria aeronáutica americana em cadeias de suprimentos estrangeiras, o que gera receios quanto à segurança nacional. Adicionalmente, o documento menciona riscos associados a peças importadas, como problemas de controle de qualidade e falsificação.

O Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, recomendou a não imposição imediata de tarifas, conforme informado pela Casa Branca. Donald Trump instruiu a continuidade das negociações com parceiros comerciais para abordar o impacto das importações na saúde da indústria aeroespacial comercial americana. O ex-presidente sinalizou a possibilidade de adoção de medidas caso acordos não sejam alcançados em um prazo de seis meses.

O relatório também aponta que a pressão competitiva de fornecedores estrangeiros de baixo custo força empresas dos Estados Unidos a manter salários estagnados ou a limitar contratações, tornando os empregos na fabricação de aeronaves menos atraentes em comparação com outros setores. Anteriormente, aeronaves e peças se beneficiavam de um regime de isenção tarifária previsto no Acordo de Aeronaves Civis de 1979, em um setor onde os EUA registram um superávit comercial anual de US$ 75 bilhões.

No passado, a Delta Air Lines e importantes grupos do setor alertaram sobre o impacto das tarifas nos preços das passagens aéreas, na segurança da aviação e nas cadeias de abastecimento. A Airbus Americas também manifestou preocupação, afirmando que tarifas poderiam comprometer a fabricação de aeronaves nos Estados Unidos.