Trump Impõe Novas Tarifas; Exportações Brasileiras em Cinco Faixas
EUA impõem cinco faixas de tarifas para produtos brasileiros, variando de isenção a 50%. Café é poupado, mas setores como aço e alumínio sofrem com alíquotas elevadas.

O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, implementou uma nova estrutura de tarifas comerciais que afeta diretamente as exportações brasileiras. Em vez de uma cobrança única, os produtos oriundos do Brasil agora se deparam com cinco níveis distintos de tributação ao ingressarem no mercado americano. Essa medida altera significativamente o cenário para os exportadores brasileiros, que precisam se adaptar a um sistema mais complexo e com alíquotas variáveis.
## Faixas de Tributação e Impactos
As novas alíquotas variam desde a isenção total até um máximo de 50%, com a classificação de cada produto sendo determinada pela sua categoria e pela base legal específica utilizada pelo governo dos EUA. Em algumas situações, um mesmo item pode ser submetido a mais de uma tarifa simultaneamente, elevando o percentual de cobrança. As faixas estabelecidas são:
- **0%**: Produtos isentos de novas tarifas.
- **12,5%**: Tarifa vinculada à investigação sobre trabalho forçado.
- **25%**: Tarifa decorrente da investigação comercial específica contra o Brasil, alegando práticas desleais.
- **37,5%**: Soma das tarifas de 12,5% e 25%.
- **50%**: Tarifas setoriais, aplicadas a produtos como aço e alumínio.
## Exceções e Setores Afetados
Na prática, parte dos produtos brasileiros conseguiu escapar do "tarifaço", continuando a ser exportada para os EUA sem as novas cobranças. O café, por exemplo, foi um dos itens preservados. O setor cafeeiro atuou ativamente em audiências públicas nos EUA, destacando a relevância do produto para a indústria e consumidores americanos, o que resultou em sua exclusão tanto da tarifa de 25% quanto da sobretaxa de 12,5%. Outros setores, contudo, enfrentam impactos mais severos. Produtos sujeitos à investigação sobre trabalho forçado, cujos resultados preliminares foram divulgados, agora pagam 12,5%. Mercadorias afetadas pela investigação comercial específica contra o Brasil, que aponta práticas concorrenciais desleais (incluindo o Pix e o desmatamento ilegal), sofrem uma taxação de 25%. A combinação dessas tarifas pode elevar a cobrança total para 37,5%. Setores como aço e alumínio, que já estavam sob tarifas específicas, permanecem com a alíquota de 50%. A medida gera apreensão no setor produtivo brasileiro, que busca maior apoio e clareza sobre os próximos passos.