Tricô Artesanal Transforma Sonho em Império Industrial no Sul

A Biamar Malhas, de Farroupilha (RS), evoluiu de um pequeno ateliê para um império do tricô premium, faturando R$ 120 milhões/ano e produzindo 700 mil peças. A empresa une tecnologia de ponta e toque artesanal, com investimento recente em showroom e expansão industrial.

Tricô Artesanal Transforma Sonho em Império Industrial no Sul

O que começou em 1986, em um modesto porão de 30 metros quadrados em Farroupilha, no Rio Grande do Sul, com Devilda Marmentini Biazoli operando uma máquina de costura e seu irmão Itacir Marmentini uma de escrever, floresceu em um complexo industrial de grande porte. A Biamar Malhas, fundada pela família Marmentini Biazoli, celebrou quatro décadas de existência consolidando-se como uma das principais potências do tricô premium brasileiro.

## Da Semente ao Complexo Industrial

A jornada da Biamar é marcada pela resiliência diante de crises econômicas e pela capacidade de adaptação às mudanças da moda. Atualmente, a empresa opera um moderno complexo industrial inaugurado em 2022, que conta com seis andares, mais de uma centena de teares japoneses de última geração, equipamentos de montagem chineses e de acabamento italiano. A estrutura abriga cerca de 500 colaboradores e mais de 400 equipamentos. Com um faturamento anual estimado em R$ 120 milhões e capacidade produtiva de 700 mil peças por ano, a Biamar exemplifica a fusão bem-sucedida entre gestão arrojada e a valorização do trabalho humano.

## Investimento Corajoso e Essência Familiar

Um dos momentos cruciais da expansão da Biamar ocorreu durante a pandemia de Covid-19. Enquanto o mercado se voltava intensamente para o digital, a empresa tomou a decisão estratégica de investir em sua estrutura física, construindo um monumental showroom. Essa aposta no presencial atraiu cerca de 1.500 lojistas de todo o país durante o lançamento da coleção de Inverno 2026, demonstrando a força do contato direto com o cliente. A história da Biamar é intrinsecamente ligada à família Biazoli e Marmentini, com o nome da empresa sendo uma junção dos sobrenomes. O apoio do esposo de Devilda, Segundo Biazoli, que vendeu seu caminhão para investir no negócio, foi fundamental nos primeiros anos. A inclusão da segunda geração, com Luciano Biazoli na Diretoria Industrial e Suélen Biazoli em outras posições estratégicas, assegura a continuidade da tradição e inovação da marca.