Terras Raras: Brasil Aumenta Estimativa em Minas Gerais

Mineradora Meteoric amplia estimativa de terras raras em Caldas (MG) de 1,5 para 1,6 bilhão de toneladas. O Projeto Caldeira, com início previsto para 2028, usa mineração a céu aberto com baixo impacto ambiental.

Terras Raras: Brasil Aumenta Estimativa em Minas Gerais

## Ampliação de Potencial em Caldas

A mineradora Meteoric anunciou uma revisão positiva em suas estimativas de terras raras no Projeto Caldeira, localizado em Caldas, no Sul de Minas Gerais. Após a conclusão de novos estudos geológicos, a companhia elevou o potencial de argila iônica com terras raras de 1,5 bilhão para 1,6 bilhão de toneladas. Este aumento de 6,67% reflete um conhecimento mais aprofundado da área de exploração e das características geológicas da jazida.

Os recursos medidos, que representam a porção mais conhecida do depósito, tiveram um salto significativo. Passaram de 37 milhões para 128 milhões de toneladas de argila iônica. Essa elevação ocorre devido a uma campanha robusta de sondagens que permitiu uma estimativa mais precisa da quantidade e qualidade do minério, com alta confiança. Além disso, o projeto conta com quase 1,5 bilhão de toneladas adicionais em recursos indicados ou inferidos, que, embora menos detalhados que os medidos, ainda demonstram um bom nível de conhecimento geológico.

## Importância Estratégica das Terras Raras

As terras raras são um grupo de 17 elementos minerais cruciais para o desenvolvimento de tecnologias modernas. São componentes essenciais na fabricação de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos. Sua aplicação se estende a dispositivos médicos e sistemas de segurança global, sendo fundamentais para a transição energética e a economia de baixo carbono. A expansão das estimativas em Caldas reforça o potencial do Planalto de Poços de Caldas como um dos maiores depósitos de argilas iônicas com terras raras do mundo.

## Operação e Impacto Ambiental

O Projeto Caldeira tem previsão de início de operação em 2028, com uma área de 425 hectares. A mina a céu aberto utilizará um método de mineração rasa, dispensando o uso de explosivos, o que visa minimizar os impactos ambientais e reduzir custos operacionais. O sistema de escavação adotado é o "backfill", que integra extração e recuperação ambiental. Enquanto novas áreas são abertas para extração, as já exploradas são preenchidas com a argila de onde o minério foi retirado. A expectativa é processar 5 milhões de toneladas de argila iônica anualmente, gerando 15 mil toneladas de carbonato de terras raras.