Tensão EUA-Irã dispara petróleo e pressiona dólar no Brasil
Tensão entre EUA e Irã eleva preços do petróleo e pressiona dólar a R$ 5,15 no Brasil. Mercado aguarda ata do Fed e IPCA.

A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, com novos ataques no Oriente Médio, está provocando um aumento nos preços do petróleo e pressionando o dólar no mercado brasileiro. A moeda americana fechou o dia 7 de julho cotada a R$ 5,1522, registrando uma alta de 0,39% em São Paulo.
O principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, acompanhou o cenário de cautela e recuou 0,25%, terminando o pregão aos 172.021 pontos. Investidores estão atentos aos desdobramentos da crise geopolítica no Oriente Médio, que impactam diretamente o mercado de energia.
## Impacto no Petróleo
Na terça-feira, mísseis atingiram navios comerciais e um petroleiro no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o comércio mundial de petróleo, representando cerca de 20% do tráfego global da commodity. Esse incidente elevou a preocupação com o fornecimento e influenciou os preços.
O barril do Brent, referência internacional, subiu 4,32% e foi cotado a US$ 75,10. O WTI (West Texas Intermediate), referência americana, avançou 4,27%, chegando a US$ 71,48. Apesar da alta significativa, os valores ainda se encontram abaixo dos picos registrados em momentos de maior gravidade no conflito.
## Ações e Cautela no Mercado
O mercado financeiro brasileiro reage à instabilidade global, aguardando ainda a divulgação de indicadores econômicos importantes. Nesta quarta-feira (8), será divulgada a ata da última reunião de juros do FOMC (Federal Open Market Committee), do Federal Reserve, que pode trazer pistas sobre os próximos passos da política monetária nos Estados Unidos. Na sexta-feira (10), o mercado nacional aguarda a divulgação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de junho.
Apesar da alta diária, o dólar acumula queda de 0,31% na semana, 0,21% no mês e 6,13% no ano, indicando uma desvalorização no acumulado de 2026, mesmo com os avanços recentes. O cenário reforça a volatilidade característica do mercado financeiro em momentos de incerteza geopolítica.