Tarifaço dos EUA afeta 75% das exportações do Paraná e mais de US$ 500 mi no RS
Novas tarifas de 25% impostas pelos EUA afetam 75% das exportações do Paraná (US$ 1,3 bilhão em 2025) e mais de US$ 500 milhões do agronegócio gaúcho. Medida entra em vigor em 22 de julho.

Um novo pacote de tarifas imposto pelos Estados Unidos deve afetar uma parcela considerável das exportações brasileiras. Estimativas da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) indicam que até 75% das exportações paranaenses para os EUA serão impactadas por uma nova taxa de 25%, confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). Em 2025, as vendas da indústria paranaense aos EUA somaram aproximadamente US$ 1,3 bilhão, um valor que agora corre o risco de sofrer uma redução considerável.
## Impacto nos Setores
Segundo a Fiep, os principais setores afetados incluem a indústria madeireira, com produtos como madeira serrada, compensados, molduras, portas, pisos de madeira e revestimentos cerâmicos. O setor de papel também figura entre os mais atingidos. A federação participou ativamente de audiências públicas em Washington para defender os interesses da indústria paranaense. "Com as sobretaxas, uma parcela significativa desses produtos perde competitividade, o que tende a afetar diretamente o desempenho das empresas exportadoras, reduzir investimentos e gerar impactos sobre a produção e o emprego no Paraná", alertou a Fiep em nota oficial.
Por outro lado, alguns produtos conseguiram ser incluídos em uma lista de exceções, o que a federação considera positivo. Itens como tilápia, café solúvel, mel e couro não terão sua competitividade afetada pelas novas tarifas. No entanto, o volume de exportações que continuará sujeito à tributação adicional representa a maior parte da pauta exportadora industrial do estado.
## RS também sente o golpe
No Rio Grande do Sul, um levantamento aponta que produtos do agronegócio gaúcho que totalizaram US$ 541 milhões em exportações para os Estados Unidos em 2025 também ficarão sujeitos à nova sobretaxa americana de 25%. Isso indica um impacto generalizado nas exportações brasileiras, afetando tanto a indústria quanto o agronegócio de diferentes regiões do país.
As novas tarifas entrarão em vigor a partir de 22 de julho. A Fiep solicitou que ambos os governos retomem as negociações o mais rápido possível para reverter essa medida. É importante notar que a nova tarifa é adicional às alíquotas já existentes. Assim, um produto que anteriormente pagava 5% de imposto de importação passará a ter um custo total de 30%, somando a tarifa regular aos 25% adicionais.