Tarifa EUA: Estados afetados votaram em Lula em 2022
Estados brasileiros afetados por tarifas de exportação dos EUA em 2025-2026 votaram majoritariamente em Lula em 2022, segundo dados da CNI. Analisa também pagamento de emendas e posicionamento do STF.

Uma análise de dados divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a maioria dos estados brasileiros que sofreram com a tarifa extra de 25% sobre exportações para os Estados Unidos votou em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. A pesquisa cruzou informações sobre a variação nas exportações e os resultados eleitorais.
## Impacto Econômico e Voto Presidencial
Entre 2025 e 2026, 20 estados apresentaram queda nas exportações para os EUA, sendo o Rio Grande do Norte, governado pela petista Fátima Bezerra, o mais afetado com uma retração de 72%. Em seguida, Alagoas, que também elegeu Lula, registrou queda de 64,9%. O Acre, com 62,8% de queda, foi o terceiro estado mais impactado, mas deu mais votos a Jair Bolsonaro. O Tocantins fechou a lista dos estados com retração superior a 50%, com 52,1% de queda.
Em contrapartida, alguns estados apresentaram crescimento nas exportações. Rondônia liderou com alta de 49,1%, seguido por Goiás (+42,1%), Distrito Federal (+34,2%), Mato Grosso (+25,8%), Rio de Janeiro (+15,4%), Mato Grosso do Sul (+13,7%) e Paraíba (+5,9%).
## Pagamento de Emendas e Relações Internacionais
Paralelamente, o governo Lula já efetuou o pagamento de R$ 25,5 bilhões em emendas parlamentares em 2026, superando o valor total pago no ano anterior e se aproximando do recorde de R$ 31,5 bilhões. As chamadas emendas "sem autor" representam pouco mais de 5% do total liberado neste ano.
Em outro contexto, a Embaixada dos EUA no Brasil informou sobre a designação de 20 grupos perigosos do hemisfério como terroristas pelo governo Trump, visando impedir seu acesso ao sistema financeiro. A medida contraria alegações de invasão militar contra democracias. O STF, por meio de nota oficial assinada pelo ministro Edson Fachin, manifestou-se sobre o novo tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil, garantindo que a decisão não afetará a Corte.