R$ 6,2 Bilhões Esquecidos em Bancos: Saiba Como Consultar Seu Dinheiro

Banco Central informa que R$ 6,2 bilhões permanecem esquecidos em instituições financeiras. Mais de 26 milhões de pessoas e empresas têm direito a valores que podem ser consultados e resgatados.

R$ 6,2 Bilhões Esquecidos em Bancos: Saiba Como Consultar Seu Dinheiro

Apesar da significativa redução no montante, pessoas físicas e empresas ainda possuem um total de R$ 6,24 bilhões esquecidos em diversas instituições financeiras no Brasil. Os dados mais recentes divulgados pelo Banco Central (BC), referentes a maio, indicam que este valor representa uma diminuição considerável em relação a abril, quando a soma era de R$ 10,3 bilhões. A principal razão para essa queda foi a transferência de R$ 5,7 bilhões ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), destinado a apoiar o programa Desenrola Brasil.

## Valores Continuam Disponíveis

O Banco Central esclarece que a diminuição do saldo geral não implica a perda do direito aos recursos pelos cidadãos. Os valores remanescentes permanecem acessíveis para consulta e saque pelos titulares. Mais de 26 milhões de brasileiros, divididos entre 24 milhões de pessoas físicas e 2,2 milhões de empresas, ainda têm quantias a serem resgatadas. Desde a implementação do Sistema de Valores a Receber (SVR), o BC já viabilizou a devolução de bilhões em dinheiro.

As origens desses valores esquecidos são variadas, incluindo saldos em contas encerradas, cobranças indevidas de tarifas, pagamentos em excesso em contratos de empréstimo, recursos de consórcios finalizados e cotas de cooperativas de crédito. A maioria dos beneficiários, no entanto, tem direito a pequenas quantias: quase 68% dos titulares possuem até R$ 10 a receber, enquanto uma parcela menor concentra valores acima de R$ 1.000.

## Como Consultar e Resgatar

A consulta aos valores esquecidos é gratuita e deve ser realizada exclusivamente através do Sistema de Valores a Receber (SVR), disponibilizado pelo Banco Central. Para verificar a existência de dinheiro a receber, pessoas físicas precisam informar o CPF e a data de nascimento. Já empresas devem utilizar o CNPJ e a data de abertura do negócio. Caso sejam identificados valores, o sistema detalhará os procedimentos necessários para a solicitação do resgate.

Em certas situações, o pagamento pode ser efetuado automaticamente, especialmente se o beneficiário possuir uma chave Pix cadastrada. Quando o crédito automático não é viável, o próprio SVR orienta o cidadão sobre como proceder para solicitar a devolução diretamente com a instituição financeira responsável. Para acessar o sistema, é indispensável que o usuário possua uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro.