Promotor pede adiamento de acordo bilionário entre Paramount e Warner Bros.
Promotor de Oregon pede suspensão de 60 dias em acordo de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros., alegando retenção de documentos sobre lobby.

O procurador-geral do estado de Oregon, Dan Rayfield, anunciou nesta terça-feira (7) que solicitará à Justiça americana um adiamento de 60 dias na proposed aquisição da Warner Bros. pela Paramount, em um acordo avaliado em US$ 110 bilhões. A justificativa apresentada é que a Paramount teria retido documentos essenciais relacionados aos seus esforços de lobby, impedindo uma análise completa por parte do estado.
Rayfield pretende apresentar o pedido a um tribunal do condado de Multnomah para que a entrega dos documentos seja determinada e a conclusão do negócio seja suspensa. "Não vamos permitir que a Paramount Skydance esconda o jogo para acelerar essa enorme fusão", declarou o procurador-geral em um comunicado. Ele ressaltou que os moradores de Oregon possuem um interesse direto no acordo, que pode impactar a indústria cinematográfica local, a economia e as opções disponíveis para os consumidores.
A Paramount, por sua vez, se manifestou através de um porta-voz, afirmando que as informações solicitadas pelo estado de Oregon não possuem relação com a conformidade da operação com as leis antitruste estaduais. A empresa argumenta que tais exigências não constituem uma base legítima para adiar uma transação que consideram "claramente legal e favorável à concorrência".
A empresa já havia informado ao estado que não concluiria a operação antes de 16 de julho, mas o procurador-geral busca garantir que todas as informações relevantes sejam disponibilizadas antes que o negócio seja finalizado. A movimentação levanta questões sobre a transparência e a fiscalização de grandes fusões e aquisições no setor do entretenimento.