Prévia do PIB cresce 0,1% em maio, mas desacelera após alta de abril

Prévia do PIB do Banco Central mostra crescimento de 0,1% em maio, com desaceleração em relação a abril. Agropecuária recua, enquanto indústria e serviços avançam marginalmente.

Prévia do PIB cresce 0,1% em maio, mas desacelera após alta de abril

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou um crescimento de 0,1% em maio em comparação com o mês anterior, após ajuste sazonal. O dado, divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira (17), representa uma desaceleração em relação a abril, quando o indicador registrou alta de 0,4%. Este é o segundo mês consecutivo de variação positiva, embora marginal.

## Desempenho Setorial e Comparativos

Em maio, a agropecuária registrou uma contração de 1%, enquanto a indústria apresentou um crescimento de 0,4% e o setor de serviços avançou 0,1%. O IBC-Br ex-agro subiu 0,2% na mesma base de comparação.

Na comparação anual, o IBC-Br cresceu 0,8% em maio. No acumulado dos últimos 12 meses até maio, o indicador registrou um aumento de 1,4%. A parcial do ano, considerando os meses sem ajuste sazonal, mostrou um avanço de 1,2%.

Especialistas consultados pelo Poder360 esperavam estabilidade para o indicador em maio. Pesquisas da Reuters também apontavam uma expectativa de estabilidade, indicando que o resultado de 0,1% ficou acima do previsto por parte do mercado.

## Contexto Econômico e Política de Juros

A desaceleração da atividade econômica em 2025 e ao longo de 2024 é um cenário esperado por analistas e pelo próprio Banco Central, em virtude do elevado patamar da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,5% ao ano. A taxa, que passou por um ciclo de elevação e posterior manutenção, tem sido utilizada como ferramenta para conter pressões inflacionárias.

O Banco Central tem sinalizado que um ritmo menor de crescimento econômico é um "elemento necessário para a convergência da inflação à meta", atualmente em 3%. Na ata da última reunião do Copom, foi mencionado que o "hiato do produto" segue positivo, indicando que a economia opera acima do seu potencial sem gerar inflação significativa.

O IBC-Br é uma das ferramentas utilizadas pelo BC para a definição da política monetária. Um crescimento econômico mais robusto pode gerar pressões inflacionárias, influenciando as decisões sobre a continuidade do ciclo de cortes na Selic. Especialistas consultados pelo Poder360 indicam que conflitos internacionais recentes podem gerar dúvidas sobre a continuidade do afrouxamento monetário.