Portos Brasileiros Ampliam Capacidade para Exportar Petróleo do Pré-Sal
Portos brasileiros, como Porto Sudeste (RJ) e Porto do Açu (RJ), expandem infraestrutura para transbordo de petróleo do pré-sal via operações ship-to-ship. Produção e exportações batem recordes.

O Brasil está intensificando sua capacidade de exportação de petróleo do pré-sal através de investimentos em infraestrutura portuária e novas operações de transbordo. O Porto Sudeste, no Rio de Janeiro, é um exemplo chave, com uma área anteriormente destinada ao minério de ferro sendo adaptada para uma instalação de transbordo de petróleo entre navios (ship-to-ship). Este projeto, que recebeu um investimento de R$ 180 milhões aprovado em 2023, visa atender ao crescimento projetado da produção do pré-sal.
## Expansão e Projeções
Outros importantes portos e a própria Petrobras também planejam expansões em seus terminais de petróleo. Jayme Nicolato, CEO do Porto Sudeste, projeta que a produção brasileira de petróleo alcançará 5 milhões de barris por dia até o final da década. A localização estratégica do Porto Sudeste, com área abrigada e centro de emergência próximo, garante a segurança das operações de transferência de óleo entre navios.
A operação ship-to-ship é crucial, pois as embarcações especializadas que extraem petróleo das plataformas do pré-sal, localizadas a centenas de quilômetros da costa, são otimizadas para viagens curtas de retorno às plataformas. Para otimizar o tempo e reduzir custos em longas distâncias para Europa ou Ásia, essas embarcações transferem a carga para petroleiros comuns em terminais portuários ou em alto-mar. Em 2025, empresas como a Transpetro (subsidiária da Petrobras) e a Vast (no porto do Açu) registraram recordes nessas operações, movimentando centenas de milhares de barris por dia com aumentos significativos em relação ao ano anterior.
## Recordes e Novas Estratégias
As projeções de crescimento são robustas, com a produção do pré-sal batendo recordes sucessivos nos primeiros meses de 2026, o que, por consequência, eleva os níveis de exportação de petróleo do Brasil. O Porto Sudeste, originalmente concebido para movimentar minério de ferro, está diversificando suas operações. Embora mantenha a movimentação de minério no cais existente, com capacidade para 50 milhões de toneladas anuais, um segundo cais planejado para o mesmo porte não será mais construído. A nova estratégia visa equilibrar a movimentação de granéis sólidos e líquidos, com metas de 50 milhões de toneladas para cada.
A infraestrutura do Porto Sudeste já realiza operações de transbordo e, com a conclusão de uma nova estrutura para atracação de navios (dolphin), a capacidade anual aumentará significativamente. A Vast, maior operadora privada do país, também está expandindo sua capacidade de movimentação. O Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), um empreendimento que também foi idealizado por Eike Batista, é atualmente o único no país capaz de receber navios VLCC (superpetroleiros) com capacidade para 2 milhões de barris de petróleo. O projeto de expansão inclui a adaptação de um terceiro berço para receber esses navios e investimentos em tancagem para armazenamento. O porto da Imetame em Aracruz (ES) também tem planos para atrair superpetroleiros.