Petróleo em alta e agenda econômica agitam mercados nesta segunda
Mercados atentos ao petróleo em alta e tensões no Oriente Médio. Brasil acompanha Relatório Focus, balança comercial e sanciona lei da saúde. Agenda política e movimentações partidárias também em destaque.

O mercado financeiro opera sob a influência da volatilidade nos preços do petróleo nesta segunda-feira (20), com o barril do tipo WTI alcançando a marca de US$ 90 em meio ao agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A escalada inclui a confirmação de mortes de soldados americanos e ataques iranianos na região, elevando preocupações sobre a navegação no Estreito de Ormuz.
No cenário doméstico, a agenda econômica reserva a divulgação do Relatório Focus, às 8h25, pelo Banco Central. O documento consolida as projeções de analistas para indicadores cruciais como inflação, taxa Selic, câmbio e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), oferecendo um termômetro das expectativas do mercado para o desempenho da economia brasileira.
Mais tarde, às 15h, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apresentará os dados semanais da balança comercial. Estes números são importantes para avaliar o fluxo de exportações e importações, indicando o ritmo da atividade econômica e a entrada de dólares no país. A medida também precede a entrada em vigor, na quarta-feira, de tarifas adicionais de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o que motivará reuniões do governo com setores afetados.
Na esfera política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionará, às 11h, no Palácio do Planalto, o projeto que institui a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (ENSCEIS). A agenda presidencial inclui ainda reuniões com assessores da Casa Civil.
Internacionalmente, além da instabilidade no mercado de petróleo, o noticiário inclui a posse de Andy Burnham como novo primeiro-ministro do Reino Unido, marcando o sétimo premiê em uma década de instabilidade política no país. O Irã, por sua vez, acusa os Estados Unidos de violarem termos de acordos e suspende compromissos, enquanto as forças americanas realizam ataques na região.
O Congresso Nacional permanece em recesso, mas a articulação política do governo se intensifica. O Planalto busca destravar pautas importantes antes do início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto, com um período limitado para negociações.
Em outra frente, declarações sobre a possibilidade de Michelle Bolsonaro ser vice em uma chapa com Romeu Zema geram atrito interno no PL e abrem novas discussões políticas.