Ouro fecha semana em queda, mas sobe em pregão com receio inflacionário

Ouro fecha semana em queda de 2,32%, apesar de alta de 0,67% no pregão de sexta. Tensão EUA-Irã e dados de inflação geram receio, mas Fed e demanda de bancos centrais sustentam projeções.

Ouro fecha semana em queda, mas sobe em pregão com receio inflacionário

Os contratos futuros de ouro encerraram a semana em baixa, apesar de um movimento de alta registrado na sexta-feira (17). A commodity recuperou a marca de US$ 4 mil por onça-troy na Comex, com os contratos com entrega para agosto fechando o pregão em alta de 0,67%, cotados a US$ 4.018,8. No entanto, o acumulado semanal registrou um recuo de 2,32%.

## Cenário Macroeconômico e Juros

Dados de inflação divulgados durante a semana vieram abaixo do esperado, levando o mercado a reduzir as apostas em um aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed) no curto prazo. Contudo, as falas de membros da autoridade monetária indicam que a avaliação do Fed sobre o cenário macroeconômico não deve mudar drasticamente, uma vez que a inflação ainda é vista como elevada e indicadores pontuais de um mês não configuram uma tendência de normalização de preços a longo prazo.

O cenário de juros ainda como um fator de atenção pressiona o ouro, que se beneficia de um ambiente de taxas mais baixas. A expectativa de que o Fed possa manter uma postura mais cautelosa em relação a aumentos de juros no futuro próximo, no entanto, pode ser um suporte para o metal.

## Perspectivas e Geopolítica

O Goldman Sachs reiterou sua projeção de US$ 4,9 mil por onça-troy para o ouro até o final do ano. A instituição financeira baseia sua expectativa na demanda proveniente de bancos centrais e na expectativa de que os ventos contrários relacionados ao Fed se dissipem. A pesquisa de commodities do banco aponta que a participação do ouro em carteiras privadas ainda é baixa, o que sugere potencial de crescimento.

Os recentes desdobramentos geopolíticos, com o recrudescimento da tensão entre Estados Unidos e Irã, reavivaram temores inflacionários entre os investidores. Esse contexto de incertezas globais tende a favorecer o ouro como um ativo de refúgio, podendo acelerar a diversificação de portfólios para além da atuação de bancos centrais. Os riscos para a projeção do Goldman Sachs no médio prazo são considerados inclinados para cima, impulsionados por esses fatores.