Novos Mercados: Emirados Árabes e Canadá se Tornam Alternativas para Exportações Brasileiras

Emirados Árabes e Canadá surgem como alternativas para exportações brasileiras afetadas por nova tarifa de 25% dos EUA, segundo estudo da Apex Brasil.

Novos Mercados: Emirados Árabes e Canadá se Tornam Alternativas para Exportações Brasileiras

Diante da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o setor empresarial do Brasil busca ativamente novos mercados para mitigar os impactos econômicos. Um levantamento conduzido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) identificou os Emirados Árabes Unidos e o Canadá como destinos promissores para bens brasileiros que serão afetados pela sobretaxa. A análise da Apex Brasil mapeou oportunidades em diversos países, incluindo nações do Mercosul e outros parceiros asiáticos, visando a diversificação de mercados.

## Destinos Estratégicos para Diversificação

Emirados Árabes Unidos e Canadá emergem como focos principais devido à capacidade de absorção de exportações brasileiras. A lista de países com potencial para receber produtos afetados pela política tarifária americana é extensa e inclui a Bélgica. A Apex Brasil detalhou as oportunidades por tipo de produto. Madeira, carvão vegetal e obras de madeira podem encontrar espaço na Bélgica, Canadá, Costa Rica, Argélia, Espanha, França, Reino Unido e México. Máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos têm potencial na Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Alemanha, Indonésia, Índia, México, Turquia, China, Costa do Marfim, Japão, Paraguai e Arábia Saudita.

Outros setores também apresentam alternativas. Borracha pode ser exportada para Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa do Marfim, Costa Rica, México, Peru, Uruguai e República Tcheca. O sebo de bovinos, ovinos e caprinos tem potencial nos Emirados Árabes Unidos, Canadá, Egito, Reino Unido, Irlanda, Polônia e Singapura. Para veículos, os mercados incluem Argentina, Austrália, Canadá, Dinamarca, Reino Unido, Irlanda e África do Sul. O açúcar pode encontrar receptividade nos Emirados Árabes Unidos, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, China, Alemanha, Egito, França, Reino Unido, Índia, Coreia do Sul, Rússia, Uruguai, Arábia Saudita, África do Sul e Índia. Granito tem oportunidades nos Emirados Árabes Unidos, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Colômbia, Alemanha, Reino Unido, Indonésia, México, Rússia, Singapura e Turquia. Papel e cartão podem ser direcionados a Bélgica, Chile, China, Colômbia, Espanha, Reino Unido, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Uruguai e África do Sul. Calçados encontram potencial nos Emirados Árabes Unidos, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, França, Reino Unido, Indonésia, México, Filipinas, Arábia Saudita e Uruguai. Móveis podem ser exportados para Emirados Árabes Unidos, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Espanha, México, Portugal, Paraguai, Arábia Saudita, Bélgica, França e Uruguai. O etanol tem como destinos potenciais Bélgica, Canadá, Chile, Costa do Marfim, Colômbia, França, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e Filipinas.

## Impacto da Tarifa e Negociações Futuras

A sobretaxa de 25% entrará em vigor em 22 de julho, afetando aproximadamente 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Para contornar essa situação, o governo federal planeja intensificar a diversificação de parcerias comerciais e a abertura de novos mercados. O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi concluído e implementado neste ano, demonstrando o avanço nas negociações comerciais. Paralelamente, o Mercosul está empenhado em avançar com acordos similares com o Canadá, Indonésia, Vietnã, Índia, México e os Emirados Árabes Unidos. Há uma expectativa de que as negociações com o Canadá sejam finalizadas ainda em 2026.

A decisão de impor a tarifa adicional foi tomada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, seguindo uma recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). A medida se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que permite aos Estados Unidos investigar e retaliar países por práticas comerciais consideradas injustas. As autoridades americanas alegam que a tarifação visa combater tais práticas desleais por parte do Brasil. Produtos já embarcados antes de 22 de julho e que chegarem aos EUA até 29 de julho estarão isentos da nova tarifa.